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	<title>Arquivos violência vicária contra a mulher | SESO Notícias</title>
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	<description>O Portal dos Assistentes Sociais</description>
	<lastBuildDate>Sat, 22 Aug 2026 23:58:37 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos violência vicária contra a mulher | SESO Notícias</title>
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	<item>
		<title>Vicaricídio: o que é e o que assistentes sociais precisam saber</title>
		<link>https://sesonoticias.com.br/vicaricidio-o-que-e-lei-maria-da-penha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Janaina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agosto Lilás]]></category>
		<category><![CDATA[assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Social]]></category>
		<category><![CDATA[vicaricídio]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra mulher]]></category>
		<category><![CDATA[violência vicária contra a mulher]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sesonoticias.com.br/?p=6061</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nova lei cria um crime específico, amplia a proteção na Lei Maria da Penha e exige atenção redobrada da rede de atendimento.</p>
<p>O post <a href="https://sesonoticias.com.br/vicaricidio-o-que-e-lei-maria-da-penha/">Vicaricídio: o que é e o que assistentes sociais precisam saber</a> apareceu primeiro em <a href="https://sesonoticias.com.br">SESO Notícias</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A violência pode atingir uma mulher sem que o agressor encoste diretamente nela.</p>



<p>Em algumas situações, filhos, familiares e pessoas próximas são usados como instrumentos de sofrimento, punição ou controle.</p>



<p>Entretanto, quando essa violência provoca a morte de uma dessas pessoas, existe agora um crime específico: o vicaricídio.</p>



<p>A<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/l15384.htm"> Lei 15.384/2026</a> criou esse tipo penal e incluiu a violência vicária na Lei Maria da Penha.</p>



<p>Além disso, a norma classificou o vicaricídio como crime hediondo.</p>



<p>A mudança exige atenção dos profissionais que atuam na saúde, assistência social, educação, Justiça e proteção de crianças e adolescentes.</p>



<p>Para o Serviço Social, compreender essa diferença ajuda a identificar riscos que podem permanecer escondidos durante o atendimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é vicaricídio?</h2>



<p>Vicaricídio é o ato de matar uma pessoa ligada à mulher para causar sofrimento, puni-la ou controlá-la.</p>



<p>Para caracterizar o crime, a morte precisa ocorrer no contexto de violência doméstica e familiar.</p>



<p>Além disso, deve existir a finalidade específica de atingir emocionalmente a mulher.</p>



<p>Portanto, não basta existir parentesco entre a vítima do homicídio e uma mulher em situação de violência.</p>



<p>É necessário demonstrar que aquela morte foi utilizada como instrumento de agressão contra ela.</p>



<p>A definição está no artigo 121-B do Código Penal, incluído pela Lei 15.384, de 9 de abril de 2026.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>Leia também: </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Violência vicária e vicaricídio são a mesma coisa?</h2>



<p>Não. Essa é a principal diferença que profissionais e leitores precisam compreender.</p>



<p>A violência vicária é uma forma de violência doméstica e familiar reconhecida pela Lei Maria da Penha.</p>



<p>Ela ocorre quando o agressor atinge outra pessoa com a intenção de ferir emocionalmente, punir ou controlar a mulher.</p>



<p>Essa violência pode envolver ameaças, agressões, manipulações, abandono, intimidação ou outras condutas.</p>



<p>O vicaricídio, por sua vez, ocorre quando essa estratégia resulta na morte da pessoa utilizada para atingir a mulher.</p>



<p>Assim, todo vicaricídio está relacionado à lógica da violência vicária.</p>



<p>Porém, nem toda violência vicária constitui vicaricídio.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Violência vicária X Vicaricídio</h2>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th><strong>Violência vicária</strong></th><th><strong>Vicaricídio</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td>Pode envolver ameaças, agressões, manipulações e outras violências</td><td>Exige a morte da vítima direta</td></tr><tr><td>Está prevista na Lei Maria da Penha</td><td>Está tipificado no artigo 121-B do Código Penal</td></tr><tr><td>Utiliza outra pessoa para atingir emocionalmente a mulher</td><td>Consiste em matar outra pessoa para causar sofrimento, punição ou controle à mulher</td></tr><tr><td>Pode atingir parentes, dependentes e pessoas da rede de apoio</td><td>Possui vítimas diretas especificamente definidas pela lei</td></tr><tr><td>Não exige resultado morte</td><td>Tem pena de 20 a 40 anos de reclusão</td></tr><tr><td>É uma forma de violência doméstica e familiar</td><td>É classificado como crime hediondo</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Conforme o artigo 121-B do Código Penal, podem ser vítimas diretas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>descendente;</li>



<li>ascendente;</li>



<li>dependente;</li>



<li>enteado;</li>



<li>pessoa sob guarda da mulher;</li>



<li>pessoa sob responsabilidade direta da mulher.</li>
</ul>



<p>Os descendentes incluem, por exemplo, filhos, filhas, netos e netas.</p>



<p>Já os ascendentes podem incluir mãe, pai, avó ou avô.</p>



<p>Também podem ser vítimas pessoas dependentes ou diretamente cuidadas pela mulher.</p>



<p>Entretanto, existe uma diferença importante entre os dois conceitos legais.</p>



<p>A definição de violência vicária possui alcance mais amplo. Ela também menciona parentes e pessoas da rede de apoio da mulher.</p>



<p>Já o tipo penal do vicaricídio apresenta uma relação mais restrita de vítimas diretas.</p>



<p>Essa distinção pode ter efeitos jurídicos importantes. Por isso, cada situação deve ser analisada pelas autoridades competentes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual é a pena para o vicaricídio?</h2>



<p>A pena prevista para o vicaricídio é de 20 a 40 anos de reclusão.</p>



<p>A punição pode aumentar de um terço até a metade em três situações.</p>



<p>A primeira ocorre quando o crime é praticado na presença da mulher que o agressor pretendia atingir.</p>



<p>A segunda acontece quando a vítima direta é criança, adolescente, pessoa idosa ou pessoa com deficiência.</p>



<p>Por fim, o aumento também se aplica quando o crime ocorre durante o descumprimento de medida protetiva de urgência.</p>



<p>Essas circunstâncias revelam riscos que a rede de proteção precisa observar antes de uma situação extrema.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que o vicaricídio é crime hediondo?</h2>



<p>A Lei 15.384/2026 incluiu expressamente o vicaricídio no rol da Lei dos Crimes Hediondos.</p>



<p>Essa classificação reconhece a elevada gravidade da conduta.</p>



<p>O crime atinge, simultaneamente, a vida da vítima direta e a integridade emocional da mulher que o agressor deseja punir.</p>



<p>Além disso, a classificação como hediondo produz tratamento penal mais rigoroso.</p>



<p>As regras sobre cumprimento da pena, benefícios e progressão de regime seguem a legislação penal e a situação concreta do condenado.</p>



<p>Portanto, afirmar que todo condenado permanecerá integralmente em regime fechado seria incorreto.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O vicaricídio pode ser praticado apenas por homens?</h2>



<p>A redação legal não determina que o autor do crime seja necessariamente homem.</p>



<p>O elemento central é a finalidade de atingir uma mulher no contexto de violência doméstica e familiar.</p>



<p>Na prática, porém, a norma responde a uma dinâmica de violência de gênero frequentemente praticada por homens contra mulheres.</p>



<p>A análise deve considerar a relação entre autor, vítima direta, mulher atingida e contexto familiar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que essa lei interessa ao Serviço Social?</h2>



<p>Assistentes sociais podem identificar sinais de violência vicária antes que a situação alcance maior gravidade.</p>



<p>Esses sinais podem surgir em atendimentos individuais, visitas domiciliares, entrevistas, estudos sociais ou reuniões interdisciplinares.</p>



<p>Também podem aparecer em relatos aparentemente isolados sobre guarda, convivência familiar, ameaças ou interrupção de tratamentos.</p>



<p>Por isso, o tema não pertence apenas ao campo criminal.</p>



<p>Ele atravessa políticas de assistência social, saúde, educação, habitação, segurança pública e proteção da infância.</p>



<p>O Serviço Social pode contribuir para:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>identificar situações de risco;</li>



<li>realizar escuta qualificada;</li>



<li>registrar informações relevantes;</li>



<li>acionar a rede de proteção;</li>



<li>orientar sobre direitos e serviços;</li>



<li>construir encaminhamentos responsáveis;</li>



<li>participar de planos de acompanhamento;</li>



<li>evitar a fragmentação do atendimento.</li>
</ul>



<p>Entretanto, o profissional não deve assumir funções de investigação policial.</p>



<p>Também não cabe ao assistente social definir sozinho se determinado fato configura um crime.</p>



<p>Sua atuação deve respeitar competências profissionais, sigilo, autonomia e protocolos institucionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais sinais merecem atenção durante o atendimento?</h2>



<p>Nem toda ameaça resultará em vicaricídio. Contudo, alguns elementos podem indicar agravamento do risco.</p>



<p>Entre eles, estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ameaças contra filhos ou familiares;</li>



<li>uso das crianças para vigiar a mulher;</li>



<li>retenção de documentos ou medicamentos;</li>



<li>descumprimento de medida protetiva;</li>



<li>perseguição após a separação;</li>



<li>ameaças de morte ou desaparecimento;</li>



<li>histórico de agressões graves;</li>



<li>acesso do agressor a armas;</li>



<li>tentativas de isolamento da mulher;</li>



<li>violência contra animais de estimação;</li>



<li>recusa em devolver filhos após visitas;</li>



<li>ameaças de retirada da guarda.</li>
</ul>



<p>Esses sinais não devem ser avaliados separadamente.</p>



<p>Ao contrário, precisam ser analisados dentro da trajetória da violência e das condições atuais de proteção.</p>



<p>O registro profissional pode fazer diferença</p>



<p>Um registro técnico claro pode ajudar a rede a compreender a evolução do risco.</p>



<p>Por isso, o documento deve separar fatos observados, falas relatadas e análise profissional.</p>



<p>Expressões genéricas podem esconder a gravidade da situação.</p>



<p>Em vez de escrever apenas “conflito familiar”, é necessário registrar os elementos concretos apresentados no atendimento.</p>



<p>Por exemplo: ameaça dirigida ao filho, descumprimento de medida protetiva ou tentativa de utilizar a guarda como controle.</p>



<p>Além disso, o registro deve evitar julgamentos morais e conclusões sem fundamento.</p>



<p>A linguagem precisa ser objetiva, técnica e compatível com a finalidade do documento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a rede de proteção deve agir?</h2>



<p>A atuação isolada reduz a capacidade de compreender riscos complexos.</p>



<p>Portanto, a articulação entre serviços é fundamental.</p>



<p>Conforme o caso, podem participar dessa rede:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Unidades de saúde;</li>



<li>Serviços socioassistenciais;</li>



<li>Escolas;</li>



<li>Conselhos tutelares;</li>



<li>Delegacias especializadas;</li>



<li>Defensoria Pública;</li>



<li>Ministério Público;</li>



<li>Poder Judiciário;</li>



<li>Serviços de atendimento às mulheres;</li>



<li>Programas de proteção.</li>
</ul>



<p>Entretanto, o encaminhamento não pode ser apenas burocrático.</p>



<p>É necessário informar a mulher, avaliar riscos e acompanhar a efetividade do acesso ao serviço indicado.</p>



<p>Além disso, crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência podem exigir medidas específicas de proteção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que mudou com a Lei 15.384/2026?</h2>



<p>A nova legislação realizou três mudanças centrais.</p>



<p>Primeiramente, reconheceu a violência vicária como uma forma de violência doméstica e familiar contra a mulher.</p>



<p>Em seguida, criou o crime autônomo de vicaricídio no Código Penal.</p>



<p>Por fim, incluiu esse crime no rol dos crimes hediondos.</p>



<p>A lei entrou em vigor em abril de 2026, após sua publicação oficial.</p>



<p>Com isso, a expressão “Lei do Vicaricídio” começou a ser usada para facilitar a identificação pública da nova norma.</p>



<p>Contudo, o nome oficial é Lei 15.384/2026.</p>



<p>O desafio vai além da nova tipificação penal</p>



<p>A criação do crime é importante, mas a proteção não começa depois da morte.</p>



<p>Ela deve começar quando surgem ameaças, tentativas de controle e agressões contra pessoas próximas da mulher.</p>



<p>Nesse ponto, o Serviço Social ocupa uma posição estratégica.</p>



<p>Muitas vezes, o atendimento profissional revela informações que ainda não chegaram aos órgãos de segurança ou Justiça.</p>



<p>Por isso, reconhecer a violência vicária pode favorecer intervenções mais rápidas e articuladas.</p>



<p>O desafio é transformar sinais dispersos em uma avaliação responsável do contexto.</p>



<p>Assim, a nova lei também convida a rede a revisar seus formulários, fluxos, registros e protocolos de atendimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre vicaricídio</h2>



<p><strong>Vicaricídio é o mesmo que feminicídio?</strong></p>



<p>Não. No feminicídio, a vítima direta do homicídio é uma mulher, nas condições previstas pelo Código Penal.</p>



<p>No vicaricídio, outra pessoa é morta para causar sofrimento, punição ou controle à mulher.</p>



<p><strong>Somente filhos podem ser vítimas?</strong></p>



<p>Não. A lei também menciona ascendentes, dependentes, enteados e pessoas sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.</p>



<p><strong>Toda morte de um filho durante uma separação é vicaricídio?</strong></p>



<p>Não. É preciso verificar o contexto de violência doméstica e a finalidade específica de atingir a mulher.</p>



<p><strong>A violência vicária sempre envolve morte?</strong></p>



<p>Não. A violência vicária pode ocorrer por ameaças, agressões, manipulações ou outras formas de ataque contra pessoas próximas.</p>



<p><strong>O vicaricídio está na Lei Maria da Penha?</strong></p>



<p>A violência vicária foi incluída na Lei Maria da Penha. Já o vicaricídio foi inserido no artigo 121-B do Código Penal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Informação também é uma forma de proteção</h2>



<p>Conhecer a diferença entre violência vicária e vicaricídio ajuda a nomear situações antes tratadas apenas como conflitos familiares.</p>



<p>Além disso, melhora os registros e a comunicação entre os serviços.</p>



<p>Para assistentes sociais, essa atualização não deve ser vista somente como uma mudança criminal.</p>



<p>Ela também interfere na identificação do risco, na proteção das vítimas e na articulação da rede.</p>



<p>Quanto mais cedo os sinais forem reconhecidos, maiores serão as possibilidades de construir respostas protetivas.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Janaina Rodrigues' src='https://secure.gravatar.com/avatar/262dd0cac19b94f19ada3da882724b736ac89ea29168c7d1f4422450e5da16e7?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/262dd0cac19b94f19ada3da882724b736ac89ea29168c7d1f4422450e5da16e7?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://sesonoticias.com.br/author/janaina/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Janaina Rodrigues</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formada em Serviço Social pela UFRJ, com Especialização em Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais/UNB e Mestre em Serviço Social/UFRJ.</p>
<p>Assistente Social do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro e atuou como Coordenadora do Curso de Serviço Social da UNIABEU (2010-2017).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web sab-web-position"><a href="https://sesonoticias.com.br" target="_blank" rel="nofollow">sesonoticias.com.br</a></div><div class="clearfix"></div><div class="saboxplugin-socials "><a title="User email" target="_self" href="mailto:&#106;&#097;n&#097;&#105;&#110;a&#064;s&#101;so&#110;o&#116;ic&#105;a&#115;.&#099;om.&#098;&#114;" rel="nofollow noopener" class="saboxplugin-icon-grey"><svg aria-hidden="true" class="sab-user_email" role="img" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 512 512"><path fill="currentColor" d="M502.3 190.8c3.9-3.1 9.7-.2 9.7 4.7V400c0 26.5-21.5 48-48 48H48c-26.5 0-48-21.5-48-48V195.6c0-5 5.7-7.8 9.7-4.7 22.4 17.4 52.1 39.5 154.1 113.6 21.1 15.4 56.7 47.8 92.2 47.6 35.7.3 72-32.8 92.3-47.6 102-74.1 131.6-96.3 154-113.7zM256 320c23.2.4 56.6-29.2 73.4-41.4 132.7-96.3 142.8-104.7 173.4-128.7 5.8-4.5 9.2-11.5 9.2-18.9v-19c0-26.5-21.5-48-48-48H48C21.5 64 0 85.5 0 112v19c0 7.4 3.4 14.3 9.2 18.9 30.6 23.9 40.7 32.4 173.4 128.7 16.8 12.2 50.2 41.8 73.4 41.4z"></path></svg></span></a></div></div></div><p>O post <a href="https://sesonoticias.com.br/vicaricidio-o-que-e-lei-maria-da-penha/">Vicaricídio: o que é e o que assistentes sociais precisam saber</a> apareceu primeiro em <a href="https://sesonoticias.com.br">SESO Notícias</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Violência Vicária: o que é e o que mudou na Lei Maria da Penha</title>
		<link>https://sesonoticias.com.br/violencia-vicaria-o-que-e-lei-maria-da-penha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Janaina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Aug 2026 23:58:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agosto lilas]]></category>
		<category><![CDATA[assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[Lei 15.384/2026]]></category>
		<category><![CDATA[lei maria da penha]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Social]]></category>
		<category><![CDATA[vicaricídio]]></category>
		<category><![CDATA[violência vicária contra a mulher]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sesonoticias.com.br/?p=6054</guid>

					<description><![CDATA[<p>Alteração na lei reconhece agressões contra filhos, familiares e pessoas próximas usadas para ferir, punir ou controlar uma mulher.</p>
<p>O post <a href="https://sesonoticias.com.br/violencia-vicaria-o-que-e-lei-maria-da-penha/">Violência Vicária: o que é e o que mudou na Lei Maria da Penha</a> apareceu primeiro em <a href="https://sesonoticias.com.br">SESO Notícias</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Desde abril de 2026, a violência vicária integra expressamente a Lei Maria da Penha.<br><br>Essa mudança ampliou os tipos de violência contra a mulher reconhecidos pela legislação brasileira.<br><br>Agora, a lei menciona seis formas: física, psicológica, sexual, patrimonial, moral e vicária.<br><br>Além disso, a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/l15384.htm">Lei 15.384/2026</a> criou o crime de vicaricídio e o classificou como hediondo.<br><br>Mas o que é violência vicária? Como ela aparece no cotidiano? E qual deve ser a atenção do Serviço Social?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br>O que é violência vicária?</h2>



<p>Violência vicária é uma agressão praticada contra outra pessoa com a intenção de atingir uma mulher.<br><br>Em outras palavras, o agressor usa alguém ligado à mulher como instrumento de sofrimento, punição ou controle.<br><br>A vítima direta pode ser descendente, ascendente, dependente, enteado, parente ou pessoa sob responsabilidade direta da mulher.<br><br>A lei também abrange pessoas da rede de apoio da mulher.<br><br>Portanto, filhos podem ser atingidos, mas o conceito legal não se limita às crianças.<br><br>O elemento central é a finalidade de alcançar a mulher por meio da violência contra outra pessoa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que mudou na Lei Maria da Penha em 2026?</h2>



<p>A Lei 15.384 foi sancionada em de abril de 2026 e desde então, o artigo 7º da Lei Maria da Penha passou a incluir a violência vicária.<br><br>Assim, ela se tornou a sexta forma expressamente prevista de violência doméstica e familiar contra a mulher.<br><br>Antes, o artigo citava cinco modalidades: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.<br><br>A mudança trouxe nome, definição legal e maior visibilidade para uma dinâmica específica de violência de gênero.<br><br>Além disso, a nova lei acrescentou o artigo 121-B ao Código Penal.<br><br>Esse artigo criou o vicaricídio, com pena de 20 a 40 anos de reclusão.<br><br>O crime também passou a integrar o rol dos crimes hediondos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a violência vicária pode se manifestar?</h2>



<p>A violência vicária contra a mulher pode aparecer por meio de agressões, ameaças ou intimidações dirigidas a pessoas próximas.<br><br>Por exemplo, o agressor pode ameaçar ferir um filho para obrigar a mulher a retomar o relacionamento.<br><br>Também pode agredir um familiar que ofereça abrigo, proteção ou apoio à mulher.<br><br>Em outros casos, pode perseguir ou intimidar pessoas da rede de apoio para isolar a mulher.<br><br>Além disso, ameaças repetidas contra dependentes podem ser usadas para impedir denúncias ou afastamentos.<br><br>Entretanto, conflitos sobre guarda, convivência ou separação não comprovam, isoladamente, a existência de violência vicária.<br><br>É necessário analisar contexto, intenção, repetição, ameaças, riscos e demais elementos disponíveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Violência vicária e vicaricídio são a mesma coisa?</h2>



<p>Não. Violência vicária é a categoria mais ampla reconhecida pela Lei Maria da Penha.<br></p>



<p>Já o vicaricídio ocorre quando determinadas pessoas ligadas à mulher são mortas para causar sofrimento, punição ou controle.<br><br>O tipo penal alcança descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.<br><br>Portanto, nem toda violência vicária é vicaricídio.<br><br>O vicaricídio representa sua manifestação letal, conforme os requisitos estabelecidos pelo Código Penal.<br><br>A pena aumenta quando o crime ocorre na presença da mulher ou envolve vítima especialmente vulnerável.<br><br>Também há aumento quando o autor descumpre medida protetiva de urgência.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>Leia também: <a href="https://sesonoticias.com.br/lei-maria-da-penha-20-anos-servico-social-violencia-contra-mulher/">Lei Maria da Penha completa 20 anos: Serviço Social reforça compromisso com a proteção das mulheres</a></p>



<p>Leia também: <a href="https://sesonoticias.com.br/agosto-lilas-e-a-urgencia-de-politicas-publicas-para-mulheres-o-que-o-servico-social-tem-a-ver-com-isso/">Agosto Lilás e a urgência de políticas públicas para mulheres: o que o Serviço Social tem a ver com isso?</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Por que assistentes sociais precisam conhecer o conceito?</h2>



<p>Assistentes sociais atuam em serviços que frequentemente recebem mulheres, crianças, idosos, dependentes e famílias em situação de risco.<br><br>Por isso, reconhecer essa dinâmica pode ampliar a compreensão sobre ameaças aparentemente dirigidas somente a terceiros.<br><br>Uma agressão contra um familiar também pode integrar uma estratégia de controle sobre a mulher.<br><br>Além disso, o conceito fortalece a análise articulada entre violência de gênero, vínculos familiares, dependência e rede de proteção.<br><br>O conhecimento também favorece registros técnicos mais claros e encaminhamentos compatíveis com as atribuições de cada serviço.<br><br>Entretanto, o assistente social não deve investigar crimes nem substituir autoridades policiais, periciais ou judiciais.<br><br>Seu trabalho envolve acolher, analisar a situação social, identificar riscos e articular direitos e serviços.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que observar durante o atendimento?</h2>



<p>Durante a escuta, alguns elementos merecem atenção profissional:<br><br>&#8211; ameaças dirigidas a filhos, familiares, dependentes ou pessoas apoiadoras;<br>&#8211; agressões ocorridas após separação, denúncia ou pedido de medida protetiva;<br>&#8211; tentativas de controlar decisões da mulher por meio do medo;<br>&#8211; isolamento causado por intimidação da rede de apoio;<br>&#8211; escalada, repetição ou maior gravidade das ameaças;<br>&#8211; riscos para crianças, adolescentes, idosos ou pessoas com deficiência;<br>&#8211; histórico de violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas;<br>&#8211; existência de local seguro e apoio acessível naquele momento.<br><br>Além disso, o registro deve distinguir fala da usuária, observação profissional e informação obtida por outras fontes.<br><br>Datas, episódios, frases relatadas e encaminhamentos realizados devem aparecer com clareza, conforme as normas institucionais.<br><br>Quando houver risco imediato, o fluxo local de proteção deve ser acionado sem demora.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como evitar interpretações precipitadas?</h2>



<p>Primeiramente, o atendimento deve acolher o relato sem culpabilizar, pressionar ou desacreditar a mulher.<br><br>Ao mesmo tempo, o profissional deve evitar conclusões baseadas apenas em uma frase ou conflito isolado.<br><br>Perguntas abertas ajudam a compreender quem foi atingido, o que ocorreu, quando aconteceu e quais ameaças foram feitas.<br><br>Também é importante perguntar como aquela ação afetou as decisões, a segurança e a autonomia da mulher.<br><br>Em seguida, o profissional deve avaliar riscos e registrar fatos, contextos e falas relevantes.<br><br>Termos absolutos, diagnósticos improvisados e julgamentos sobre guarda ou intenção devem ser evitados.<br><br>Portanto, reconhecer indícios não significa declarar culpa, comprovar crime ou antecipar uma decisão judicial.<br><br>A análise técnica deve ser fundamentada, cuidadosa e articulada com a rede de proteção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A nova lei amplia a proteção às mulheres e às suas redes</h2>



<p>A Lei 15.384/2026 tornou visível uma violência que atinge a mulher por intermédio de pessoas importantes em sua vida.<br><br>Consequentemente, profissionais precisam observar ameaças e agressões para além da vítima diretamente atendida.<br><br>O reconhecimento adequado pode contribuir para proteção antecipada, registros qualificados e encaminhamentos mais seguros.<br><br>Porém, essa atuação exige escuta cuidadosa, avaliação contextual e respeito aos limites profissionais.<br></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Janaina Rodrigues' src='https://secure.gravatar.com/avatar/262dd0cac19b94f19ada3da882724b736ac89ea29168c7d1f4422450e5da16e7?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/262dd0cac19b94f19ada3da882724b736ac89ea29168c7d1f4422450e5da16e7?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://sesonoticias.com.br/author/janaina/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Janaina Rodrigues</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formada em Serviço Social pela UFRJ, com Especialização em Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais/UNB e Mestre em Serviço Social/UFRJ.</p>
<p>Assistente Social do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro e atuou como Coordenadora do Curso de Serviço Social da UNIABEU (2010-2017).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web sab-web-position"><a href="https://sesonoticias.com.br" target="_blank" rel="nofollow">sesonoticias.com.br</a></div><div class="clearfix"></div><div class="saboxplugin-socials "><a title="User email" target="_self" href="mailto:&#106;&#097;nain&#097;&#064;&#115;e&#115;&#111;&#110;o&#116;ic&#105;a&#115;&#046;c&#111;m&#046;&#098;&#114;" rel="nofollow noopener" class="saboxplugin-icon-grey"><svg aria-hidden="true" class="sab-user_email" role="img" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 512 512"><path fill="currentColor" d="M502.3 190.8c3.9-3.1 9.7-.2 9.7 4.7V400c0 26.5-21.5 48-48 48H48c-26.5 0-48-21.5-48-48V195.6c0-5 5.7-7.8 9.7-4.7 22.4 17.4 52.1 39.5 154.1 113.6 21.1 15.4 56.7 47.8 92.2 47.6 35.7.3 72-32.8 92.3-47.6 102-74.1 131.6-96.3 154-113.7zM256 320c23.2.4 56.6-29.2 73.4-41.4 132.7-96.3 142.8-104.7 173.4-128.7 5.8-4.5 9.2-11.5 9.2-18.9v-19c0-26.5-21.5-48-48-48H48C21.5 64 0 85.5 0 112v19c0 7.4 3.4 14.3 9.2 18.9 30.6 23.9 40.7 32.4 173.4 128.7 16.8 12.2 50.2 41.8 73.4 41.4z"></path></svg></span></a></div></div></div><p>O post <a href="https://sesonoticias.com.br/violencia-vicaria-o-que-e-lei-maria-da-penha/">Violência Vicária: o que é e o que mudou na Lei Maria da Penha</a> apareceu primeiro em <a href="https://sesonoticias.com.br">SESO Notícias</a>.</p>
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