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	<title>SESO Notícias</title>
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	<description>O Portal dos Assistentes Sociais</description>
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	<title>SESO Notícias</title>
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	<item>
		<title>Alzheimer e proteção social: qual é o papel do assistente social no apoio às famílias?</title>
		<link>https://sesonoticias.com.br/papel-assistente-social-alzheimer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Janaina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[Alzheimer e assistência social]]></category>
		<category><![CDATA[assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[papel do assistente social no Alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoa idosa]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diagnóstico modifica a rotina familiar e pode ampliar demandas por saúde, renda, cuidado e proteção. Atuação profissional deve articular direitos sem substituir atribuições clínicas.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Dia Mundial da Doença de Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, amplia o debate sobre diagnóstico, tratamento e prevenção. Entretanto, os efeitos da doença não ficam restritos à saúde.</p>



<p>O Alzheimer pode alterar a autonomia, a renda e a convivência familiar. Além disso, o avanço da doença exige reorganização das tarefas domésticas e dos cuidados cotidianos.</p>



<p>Nesse cenário, cresce a importância da proteção social. O diagnóstico pode gerar demandas relacionadas ao SUS, à assistência social, à Previdência e à defesa dos direitos da pessoa idosa.</p>



<p>Por isso, o papel do assistente social no Alzheimer envolve acolhimento, orientação e articulação da rede.</p>



<p> O profissional também identifica vulnerabilidades e contribui para a construção de respostas adequadas a cada realidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O diagnóstico de Alzheimer afeta toda a família</h2>



<p>A doença de Alzheimer é uma condição progressiva que compromete a memória, o raciocínio e outras capacidades necessárias à vida cotidiana.</p>



<p>Com o avanço do quadro, a pessoa pode precisar de ajuda para administrar medicamentos, organizar compromissos, preparar alimentos e realizar atividades básicas.</p>



<p>No entanto, essas necessidades variam conforme o estágio da doença, as condições de saúde e o contexto social. Portanto, o diagnóstico não deve retirar automaticamente a autonomia da pessoa.</p>



<p>As consequências sociais também podem envolver isolamento, conflitos familiares, perda de renda e dificuldades de acesso aos serviços. </p>



<p>Em algumas situações, a família precisa adaptar a moradia ou reorganizar o trabalho.</p>



<p>Há, ainda, despesas com transporte, alimentação, medicamentos, fraldas e outros recursos. Quando a renda familiar já é limitada, o cuidado pode agravar vulnerabilidades existentes.</p>



<p>Por isso, uma avaliação social não deve considerar apenas o diagnóstico. Ela precisa compreender a família, o território, as condições habitacionais e os recursos disponíveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sobrecarga não deve ser tratada como responsabilidade individual</h2>



<p>Grande parte do cuidado cotidiano é assumida por familiares. Frequentemente, essa função recai sobre mulheres, como esposas, filhas, noras e netas.</p>



<p>Para cuidar, muitas reduzem a jornada profissional ou deixam o trabalho. Com isso, podem perder renda, proteção previdenciária, descanso e oportunidades pessoais.</p>



<p>A sobrecarga também pode causar isolamento e conflitos. Entretanto, ela não deve ser interpretada apenas como incapacidade da família para organizar o cuidado.</p>



<p>O problema envolve a insuficiência de políticas públicas, serviços territoriais e alternativas de apoio. Também revela a divisão desigual do trabalho de cuidado.</p>



<p>Assim, o assistente social deve evitar discursos que culpabilizem os familiares. A escuta precisa reconhecer limites reais e identificar possibilidades de apoio.</p>



<p>Também é importante estimular a divisão das responsabilidades, quando possível. O cuidado não deve ficar concentrado em uma única pessoa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual é o papel do assistente social no Alzheimer?</h2>



<p>O papel do assistente social no Alzheimer depende do espaço de atuação. </p>



<p>O profissional pode estar presente em hospitais, unidades de saúde, assistência social, instituições de longa permanência e serviços especializados.</p>



<p>Embora as atribuições variem, algumas intervenções são recorrentes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>acolher a pessoa e sua família;</li>



<li>realizar estudo ou avaliação social;</li>



<li>identificar vulnerabilidades e barreiras de acesso;</li>



<li>orientar sobre direitos sociais;</li>



<li>articular serviços do SUS, SUAS e outras políticas;</li>



<li>participar de discussões interprofissionais;</li>



<li>fortalecer vínculos familiares e comunitários;</li>



<li>identificar situações de negligência, violência ou abandono;</li>



<li>registrar tecnicamente o atendimento;</li>



<li>acompanhar encaminhamentos, quando isso integrar o trabalho do serviço.</li>
</ul>



<p>O atendimento precisa preservar a dignidade e a participação da pessoa com Alzheimer. Sempre que possível, ela deve ser incluída nas conversas e decisões sobre sua própria vida.</p>



<p>Conversar apenas com o acompanhante pode reforçar a perda de autonomia. O diagnóstico, por si só, não elimina a capacidade de expressão ou decisão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como orientar o acesso ao SUS?</h2>



<p>A Unidade Básica de Saúde pode funcionar como uma das principais portas de entrada para avaliação e acompanhamento no SUS.</p>



<p>Conforme as necessidades, a pessoa poderá ser encaminhada para atenção especializada, reabilitação ou outros serviços disponíveis no território.</p>



<p>Nesse processo, o assistente social pode identificar obstáculos que dificultam a continuidade do atendimento. Entre eles estão transporte, renda insuficiente, ausência de acompanhante e conflitos familiares.</p>



<p>Também pode articular a comunicação entre a família e os diferentes pontos da rede. Contudo, encaminhar não significa garantir automaticamente o acesso.</p>



<p>É necessário verificar se o serviço existe, quais são os critérios e como funciona o fluxo local. Sempre que possível, o profissional deve evitar orientações genéricas.</p>



<p>Desde 2024, o Brasil possui a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14878.htm">Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com Doença de Alzheimer e Outras Demências</a>. Instituída pela Lei nº 14.878, ela prevê cuidado integral e articulação entre áreas.</p>



<p>A legislação estabelece diretrizes como diagnóstico oportuno, cuidado multiprofissional, apoio aos familiares e integração das políticas públicas. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando procurar a assistência social?</h2>



<p>A assistência social pode ser necessária quando a família enfrenta pobreza, fragilidade de vínculos, isolamento, negligência ou outras situações de vulnerabilidade.</p>



<p>O Centro de Referência de Assistência Social, o CRAS, pode orientar sobre Cadastro Único, benefícios e serviços de proteção social básica.</p>



<p>Já o CREAS atende situações de violação de direitos que demandam proteção social especial. Os fluxos, entretanto, devem ser verificados em cada município.</p>



<p>É importante explicar que o SUAS não substitui o tratamento de saúde. Da mesma forma, o SUS não responde sozinho às necessidades de renda, moradia e proteção social.</p>



<p>A integração entre as políticas é essencial porque as necessidades familiares raramente aparecem separadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Alzheimer garante automaticamente o BPC?</h2>



<p>Não. O diagnóstico de Alzheimer, isoladamente, não garante a concessão do Benefício de Prestação Continuada.</p>



<p>O BPC assegura um salário mínimo mensal à pessoa idosa com 65 anos ou mais que cumpra os critérios legais. Também atende pessoas com deficiência, independentemente da idade, após avaliação dos requisitos.</p>



<p>No caso da pessoa com deficiência, devem ser analisados o impedimento de longo prazo e as barreiras que restringem sua participação social. Também é necessária a avaliação socioeconômica.</p>



<p>Portanto, o acesso não depende apenas do nome da doença ou da apresentação de um laudo. Cada pedido passa por análise conforme as normas vigentes.</p>



<p>O assistente social pode orientar sobre os critérios, os documentos e a necessidade de manter o Cadastro Único atualizado. Porém, não deve prometer a aprovação do benefício.</p>



<p>Também podem ser avaliados outros direitos, conforme cada situação:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>benefícios previdenciários, quando houver qualidade de segurado;</li>



<li>acesso a medicamentos e serviços de saúde;</li>



<li>gratuidade ou condições especiais de transporte;</li>



<li>prioridade no atendimento;</li>



<li>isenções previstas em normas locais;</li>



<li>proteção jurídica e medidas de apoio para decisões;</li>



<li>inclusão em serviços, programas e benefícios eventuais.</li>
</ul>



<p>A orientação precisa considerar idade, renda, histórico contributivo, funcionalidade e legislação local. Nem todos os direitos são concedidos automaticamente após o diagnóstico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A atuação deve ser interprofissional</h2>



<p>O cuidado às pessoas com Alzheimer exige a participação de diferentes áreas. Médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e outros profissionais podem integrar o acompanhamento.</p>



<p>O assistente social contribui com a análise das condições de vida, dos vínculos e do acesso às políticas públicas. Esse olhar ajuda a equipe a compreender obstáculos que ultrapassam os aspectos clínicos.</p>



<p>Entretanto, o trabalho interprofissional não apaga as competências específicas. O assistente social não realiza diagnóstico médico nem prescreve medicamentos.</p>



<p>Também não deve emitir avaliação clínica sobre a evolução da doença. Sua atuação está ligada às expressões da questão social, aos direitos e à articulação da proteção.</p>



<p>O compartilhamento de informações deve respeitar o sigilo profissional. Apenas os dados necessários ao cuidado e à defesa de direitos devem circular entre os serviços.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como identificar violência ou negligência?</h2>



<p>Pessoas com Alzheimer podem apresentar maior dependência para atividades cotidianas. Essa condição pode aumentar a exposição à negligência, ao abandono e à violência.</p>



<p>Também podem ocorrer violência psicológica, física, patrimonial e financeira. Retenção de documentos, uso indevido de renda e apropriação de benefícios merecem atenção.</p>



<p>Alguns sinais exigem avaliação cuidadosa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>falta recorrente de alimentos, higiene ou medicamentos;</li>



<li>lesões sem explicação consistente;</li>



<li>isolamento imposto;</li>



<li>medo diante de determinada pessoa;</li>



<li>mudanças suspeitas na administração do dinheiro;</li>



<li>abandono em unidades de saúde;</li>



<li>impedimento de contato com familiares ou profissionais;</li>



<li>recusa injustificada de cuidados indispensáveis.</li>
</ul>



<p>Contudo, um sinal isolado não comprova violência. É necessário acolher, avaliar o contexto, registrar as informações e seguir os fluxos de proteção.</p>



<p>O <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm">Estatuto da Pessoa Idosa</a> determina que nenhuma pessoa idosa pode ser submetida à negligência, violência, crueldade, discriminação ou opressão.</p>



<p>Diante de suspeita ou confirmação, o profissional deve observar a legislação e os protocolos institucionais. A atuação pode envolver saúde, assistência social, sistema de justiça e órgãos de defesa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os limites da atuação profissional?</h2>



<p>O assistente social não substitui médico, advogado ou autoridade judicial. Também não pode garantir vaga, benefício ou tratamento que dependa da decisão de outro órgão.</p>



<p>Outro limite importante é a disponibilidade real dos serviços. A articulação profissional não elimina filas, ausência de equipes ou insuficiência de equipamentos públicos.</p>



<p>No entanto, essas dificuldades não devem ser naturalizadas. O profissional pode registrar barreiras, produzir dados e comunicar necessidades à gestão.</p>



<p>Também pode participar de ações coletivas, educação em saúde e controle social. Dessa forma, demandas individuais ajudam a revelar problemas estruturais.</p>



<p>O trabalho não deve se restringir a entregar listas de endereços. O encaminhamento responsável exige orientação compreensível e consideração das condições concretas da família.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cuidar de quem cuida também é proteção social</h2>



<p>O cuidado com Alzheimer não pode depender exclusivamente da disponibilidade familiar. As famílias precisam de informação, serviços acessíveis e apoio contínuo.</p>



<p>O assistente social ocupa uma posição estratégica nesse processo. Sua atuação permite relacionar as necessidades de saúde às condições de renda, moradia, trabalho e proteção.</p>



<p>Mais do que orientar benefícios, o profissional contribui para fortalecer a autonomia e prevenir violações. Também ajuda a construir respostas intersetoriais.</p>



<p>Assim, falar sobre Alzheimer significa falar sobre direitos. Significa, ainda, reconhecer que o cuidado é uma responsabilidade compartilhada entre Estado, sociedade e família.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pessoas com deficiência enfrentam desigualdades no acesso à educação, trabalho e direitos</title>
		<link>https://sesonoticias.com.br/pessoas-com-deficiencia-desigualdades-direitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Janaina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 13:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas com deficiência no Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Às vésperas do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, estudo do IBGE revela barreiras na educação, moradia, renda e participação política.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As pessoas com deficiência ainda enfrentam desigualdades profundas para estudar, trabalhar, circular pelas cidades e participar das decisões políticas no Brasil.</p>



<p>O cenário foi apresentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em estudo divulgado no dia 18 de setembro de 2026.</p>



<p>A publicação antecede o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. A data foi instituída pela <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11133.htm?utm_source=chatgpt.com">Lei nº 11.133/2005</a>.</p>



<p>Os dados mostram que a deficiência, quando associada às barreiras sociais e institucionais, amplia a exposição à pobreza, à exclusão educacional e à precarização do trabalho.</p>



<p>Além disso, as desigualdades atingem as famílias. Em muitos casos, mulheres precisam reduzir ou abandonar suas atividades profissionais para assumir responsabilidades de cuidado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Analfabetismo entre jovens revela desigualdade educacional</h2>



<p>Um dos dados mais preocupantes aparece na educação.</p>



<p>Entre os jovens de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência. Entre aquelas sem deficiência, o índice era de apenas 1%.</p>



<p>A diferença demonstra que a desigualdade não pode ser explicada somente pela maior presença de pessoas idosas entre a população com deficiência.</p>



<p>Na população com 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo chegava a 21,3% entre pessoas com deficiência. Para aquelas sem deficiência, era de 5,2%.</p>



<p>O direito à matrícula, portanto, não garante sozinho a inclusão educacional.</p>



<p>Também são necessárias acessibilidade física, comunicação adequada, tecnologias assistivas, transporte acessível e profissionais preparados.</p>



<p>A Lei Brasileira de Inclusão determina que a pessoa com deficiência tenha acesso a um sistema educacional inclusivo em todos os níveis. Também estabelece proteção contra negligência e discriminação.</p>



<p>Entretanto, os dados indicam que ainda existe uma distância significativa entre os direitos reconhecidos e as condições concretas de permanência e aprendizagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pessoas com deficiência têm menos acesso ao trabalho</h2>



<p>As desigualdades também aparecem no mercado de trabalho.</p>



<p>Em 2022, apenas 29% das pessoas com deficiência com 14 anos ou mais estavam ocupadas. Entre as pessoas sem deficiência, o percentual alcançava 55,8%.</p>



<p>Além disso, o rendimento médio mensal dos trabalhadores com deficiência era de R$ 2.053. O valor ficava 29% abaixo dos R$ 2.890 recebidos pelos demais trabalhadores.</p>



<p>As diferenças não se limitam ao acesso ao emprego. Elas também aparecem nos tipos de ocupação e nas possibilidades de crescimento profissional.</p>



<p>As pessoas com deficiência estavam mais presentes em atividades de menor remuneração, como serviços domésticos, alimentação e agropecuária.</p>



<p>Ao mesmo tempo, representavam somente 2,5% dos trabalhadores em cargos gerenciais.</p>



<p>A contribuição para a Previdência Social também era menor: 57,9%, contra 67,7% entre trabalhadores sem deficiência.</p>



<p>Esses números evidenciam barreiras que atravessam a contratação, a adaptação dos ambientes, a permanência no emprego e a progressão profissional.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Capacitismo dificulta acesso às oportunidades</h2>



<p>O capacitismo ocorre quando pessoas com deficiência são consideradas menos capazes ou menos produtivas em razão de sua condição.</p>



<p>Essa discriminação pode aparecer de forma direta. No entanto, também pode estar presente em normas, rotinas e decisões aparentemente neutras.</p>



<p>Um processo seletivo realizado em prédio sem acessibilidade é um exemplo. Outro ocorre quando a empresa recusa adaptações necessárias ao trabalhador.</p>



<p>Também existe capacitismo quando o profissional dirige todas as perguntas ao acompanhante, ignorando a pessoa com deficiência.</p>



<p>A infantilização, a superproteção e a presunção de incapacidade igualmente restringem a autonomia e a participação social.</p>



<p>Por isso, combater o capacitismo exige mudanças de atitude. Contudo, também demanda acessibilidade, fiscalização, formação profissional e revisão das práticas institucionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Moradia e acessibilidade urbana permanecem como desafios</h2>



<p>As condições de moradia também apresentam diferenças.</p>



<p>Em 2022, 56,6% das pessoas com deficiência viviam em domicílios com acesso simultâneo aos serviços de saneamento investigados.</p>



<p>Esses serviços incluíam abastecimento pela rede geral de água, coleta de lixo e esgotamento sanitário adequado. Entre pessoas sem deficiência, o percentual era de 60,2%.</p>



<p>Além disso, apenas 60,4% da população com deficiência vivia em domicílios com máquina de lavar roupa. Entre as demais pessoas, o índice chegava a 68,9%.</p>



<p>O dado merece atenção porque esse equipamento reduz o tempo e o esforço exigidos pelo trabalho doméstico.</p>



<p>O acesso domiciliar à internet também era desigual. Ele alcançava 78,9% das pessoas com deficiência, contra 90,2% da população sem deficiência.</p>



<p>Essa diferença interfere no acesso à educação, às oportunidades de trabalho, aos serviços públicos digitais e às informações sobre direitos.</p>



<p>Fora de casa, as barreiras continuam.</p>



<p>Entre as pessoas com deficiência, 67,4% moravam em locais com obstáculos nas calçadas. Somente 12,9% contavam com rampas para cadeirantes no entorno da residência.</p>



<p>Assim, sair de casa para estudar, trabalhar, buscar atendimento ou participar de atividades comunitárias pode se tornar uma tarefa difícil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Famílias também enfrentam maior vulnerabilidade</h2>



<p>O estudo mostra que 30,1% das crianças e adolescentes com deficiência viviam somente com a mãe ou madrasta.</p>



<p>Essa composição familiar pode representar maior sobrecarga quando não existem serviços públicos, apoio comunitário e divisão das responsabilidades de cuidado.</p>



<p>Além disso, 60,9% das crianças com deficiência viviam abaixo da linha de pobreza. Entre aquelas sem deficiência, o percentual era de 52,5%.</p>



<p>A pobreza pode limitar o acesso a transporte, alimentação, tecnologias assistivas, tratamentos e atividades educacionais.</p>



<p>Por sua vez, essas dificuldades aumentam as demandas de cuidado dentro das famílias.</p>



<p>Forma-se, portanto, um ciclo de desigualdades que não pode ser tratado como responsabilidade privada ou exclusivamente familiar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mulheres cuidadoras têm menor participação no trabalho</h2>



<p>A responsabilidade cotidiana pelo cuidado ainda recai principalmente sobre as mulheres.</p>



<p>Segundo o IBGE, o nível de ocupação das mulheres responsáveis por domicílios com crianças ou adolescentes com deficiência era de 43,1%.</p>



<p>Frequentemente, essas mulheres precisam reduzir a jornada, aceitar trabalhos informais ou abandonar o emprego.</p>



<p>Isso ocorre, sobretudo, quando faltam escolas inclusivas, serviços de reabilitação, transporte acessível e apoio para as atividades diárias.</p>



<p>Por isso, a situação das mulheres cuidadoras precisa ser considerada no planejamento das políticas públicas.</p>



<p>Não basta oferecer atendimento isolado à pessoa com deficiência. É necessário analisar as condições familiares, a renda e a distribuição do cuidado.</p>



<p>Ao mesmo tempo, o atendimento não deve retirar a autonomia da pessoa com deficiência ou tratá-la apenas como dependente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Participação política também apresenta barreiras</h2>



<p>A desigualdade alcança ainda os espaços de representação política.</p>



<p>Entre 2020 e 2024, o número de pessoas com deficiência eleitas para o cargo de vereador caiu de 522 para 391.</p>



<p>A redução foi de 25,1%, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral analisados pelo IBGE.</p>



<p>A baixa representação limita a presença das pessoas com deficiência nos processos de decisão sobre orçamento, planejamento urbano e políticas públicas.</p>



<p>Também enfraquece a possibilidade de participação direta na construção de respostas para as barreiras vivenciadas.</p>



<p>Nesse contexto, conselhos de direitos, conferências, audiências públicas e movimentos sociais tornam-se espaços fundamentais de controle social.</p>



<p>A participação, porém, exige acessibilidade física, comunicacional, digital e atitudinal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é capacitismo institucional?</h2>



<p>O capacitismo institucional ocorre quando a própria organização dos serviços impede ou dificulta o acesso das pessoas com deficiência.</p>



<p>Ele pode estar presente quando:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o prédio não possui rampas, elevadores ou banheiros acessíveis;</li>



<li>os formulários digitais não funcionam com leitores de tela;</li>



<li>não existe intérprete de Libras quando necessário;</li>



<li>as informações são apresentadas apenas em linguagem complexa;</li>



<li>o atendimento depende exclusivamente de telefone ou comunicação oral;</li>



<li>a pessoa precisa comparecer várias vezes para apresentar os mesmos documentos;</li>



<li>os profissionais falam somente com o acompanhante;</li>



<li>a falta de adaptação é atribuída à pessoa atendida;</li>



<li>denúncias sobre barreiras não são registradas nem encaminhadas.</li>
</ul>



<p>A acessibilidade, portanto, não se resume à instalação de rampas.</p>



<p>A <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm?utm_source=chatgpt.com">Lei Brasileira de Inclusão</a> reconhece barreiras urbanísticas, arquitetônicas, comunicacionais, tecnológicas, atitudinais e nos transportes.</p>



<p>A legislação também determina a oferta de recursos que garantam atendimento em igualdade de condições.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o assistente social pode identificar barreiras?</h2>



<p>A atuação do assistente social pode contribuir para identificar como as barreiras institucionais afetam o acesso aos direitos.</p>



<p>No atendimento, é importante compreender a deficiência em sua relação com as condições sociais, econômicas, territoriais e familiares.</p>



<p>Isso significa não reduzir a análise ao diagnóstico ou à condição corporal.</p>



<p>O profissional pode observar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>se a pessoa consegue chegar ao serviço com segurança;</li>



<li>se a informação está disponível em formato acessível;</li>



<li>se existem barreiras no transporte;</li>



<li>se a pessoa depende financeiramente de familiares;</li>



<li>se houve exclusão escolar ou profissional;</li>



<li>se a família enfrenta sobrecarga de cuidado;</li>



<li>se mulheres deixaram o trabalho para cuidar;</li>



<li>se benefícios e serviços foram negados;</li>



<li>se há situações de violência, negligência ou discriminação;</li>



<li>se a pessoa participa das decisões sobre o próprio atendimento.</li>
</ul>



<p>O estudo social deve considerar tanto as necessidades individuais quanto as barreiras produzidas pelo ambiente.</p>



<p>Essa perspectiva evita responsabilizar a pessoa ou sua família por dificuldades que também são estruturais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual é o papel do Serviço Social na garantia de direitos?</h2>



<p>O assistente social pode informar sobre direitos e orientar o acesso às políticas de assistência social, saúde, educação, habitação, trabalho e Previdência.</p>



<p>Entretanto, a atuação não deve se limitar ao encaminhamento.</p>



<p>É necessário acompanhar os fluxos, identificar recusas indevidas e fortalecer a articulação entre serviços.</p>



<p>Entre as possibilidades de atuação estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>realizar escuta qualificada e acessível;</li>



<li>respeitar a autonomia da pessoa com deficiência;</li>



<li>produzir estudos, relatórios e pareceres sociais;</li>



<li>identificar barreiras institucionais;</li>



<li>orientar sobre benefícios e serviços;</li>



<li>articular as redes do SUS, do Suas e da educação;</li>



<li>registrar violações de direitos;</li>



<li>apoiar famílias e pessoas cuidadoras;</li>



<li>incentivar a participação em conselhos e conferências;</li>



<li>propor adaptações nos espaços e nas rotinas de atendimento;</li>



<li>contribuir para a formação das equipes;</li>



<li>produzir dados sobre demandas não atendidas.</li>
</ul>



<p>A pessoa com deficiência deve ser ouvida diretamente sempre que possível. O acompanhante não deve substituir automaticamente sua fala ou suas decisões.</p>



<p>Além disso, a família não pode ser considerada a única responsável pela proteção e pelo cuidado.</p>



<p>A Lei Brasileira de Inclusão estabelece que os serviços do SUS e do Suas devem atuar de forma articulada. O objetivo é facilitar o acesso às políticas públicas e ampliar a participação social.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Acessibilidade precisa fazer parte da gestão dos serviços</h2>



<p>A acessibilidade deve ser incorporada ao planejamento, ao orçamento e à avaliação das políticas públicas.</p>



<p>Nesse processo, o assistente social pode contribuir com informações obtidas no cotidiano profissional.</p>



<p>Demandas recorrentes, recusas e dificuldades de acesso precisam ser sistematizadas. Esses registros podem subsidiar mudanças nos serviços.</p>



<p>Também é importante incluir as pessoas com deficiência na avaliação das unidades públicas.</p>



<p>Afinal, a acessibilidade não deve ser definida somente por gestores ou profissionais sem deficiência.</p>



<p>A participação dos usuários permite identificar obstáculos que nem sempre são percebidos pelas equipes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Dia de luta reforça a defesa de direitos</h2>



<p>O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência não deve ser tratado apenas como uma data comemorativa.</p>



<p>O dia 21 de setembro representa a mobilização histórica das pessoas com deficiência por autonomia, participação e igualdade de oportunidades.</p>



<p>Os novos dados do IBGE mostram que esse processo continua necessário.</p>



<p>Embora a legislação brasileira reconheça direitos, persistem barreiras na escola, no trabalho, na moradia, nos serviços e nos espaços políticos.</p>



<p>Para o Serviço Social, enfrentar essas desigualdades significa fortalecer a autonomia, combater o capacitismo e defender políticas públicas acessíveis.</p>



<p>Significa também reconhecer as pessoas com deficiência como sujeitos de direitos e participantes das decisões que afetam suas vidas. </p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Defensoria Pública da Paraíba abre concurso com vaga para assistente social e salário de R$ 5,1 mil</title>
		<link>https://sesonoticias.com.br/concurso-dpe-pb-assistente-social-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Janaina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Concursos]]></category>
		<category><![CDATA[assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[Concurso assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[Concurso Paraíba]]></category>
		<category><![CDATA[Defensoria Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Social]]></category>
		<category><![CDATA[vaga de Serviço Social na Paraíba]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sesonoticias.com.br/?p=6107</guid>

					<description><![CDATA[<p>Seleção oferece salário inicial de R$ 5.197,50 para assistente social; inscrições começam em 28 de setembro e provas serão aplicadas em fevereiro de 2027.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB) publicou edital de concurso público com uma vaga para assistente social.</p>



<p>O cargo de Analista da Defensoria – Assistente Social oferece vencimento inicial de R$ 5.197,50. Além disso, poderão ser acrescentadas vantagens previstas em lei.</p>



<p>As inscrições começam no dia 28 de setembro de 2026. O prazo termina em 13 de novembro, às 23h59.</p>



<p>A organização do concurso ficará sob responsabilidade da <a href="https://www.concursosfcc.com.br/concursos/dpepb126/index.html">Fundação Carlos Chagas (FCC)</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Concurso da DPE-PB oferece uma vaga para Serviço Social</h2>



<p>Para concorrer, o candidato deverá possuir diploma de curso superior completo em Serviço Social.</p>



<p>O curso precisa ser reconhecido pelo Ministério da Educação. Também será exigido registro profissional no órgão de classe competente.</p>



<p>A documentação comprobatória será apresentada no momento da posse.</p>



<p>De acordo com a tabela do edital, a vaga imediata para assistente social é destinada à ampla concorrência.</p>



<p>O concurso também prevê formação de cadastro de reserva para o quadro de servidores da DPE-PB.</p>



<p>Ao todo, o certame oferece 20 vagas para cargos de níveis médio e superior.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual é a remuneração do assistente social?</h2>



<p>O vencimento inicial para os cargos de nível superior é de R$ 5.197,50.</p>



<p>O edital informa que esse valor poderá ser acrescido das vantagens pecuniárias previstas em lei. Para isso, deverão ser atendidos os respectivos requisitos.</p>



<p>A jornada será definida conforme as atribuições do cargo. Segundo o documento, o expediente poderá ser cumprido em seis horas diárias corridas.</p>



<p>Também há previsão de oito horas com intervalo de duas horas, conforme a Lei Complementar Estadual nº 205/2024.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como fazer a inscrição?</h2>



<p>As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente pela internet, no site da Fundação Carlos Chagas.</p>



<p>O prazo ficará aberto das 10h de 28 de setembro até as 23h59 de 13 de novembro de 2026.</p>



<p>A taxa de inscrição para o cargo de assistente social será de R$ 123.</p>



<p>Após preencher o formulário, o candidato deverá gerar o boleto bancário no próprio site da FCC. O pagamento poderá ser efetuado até 16 de novembro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Serviço</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Cargo:</strong> Analista da Defensoria – Assistente Social</li>



<li><strong>Código de opção:</strong> F06</li>



<li><strong>Vagas imediatas:</strong> uma</li>



<li><strong>Remuneração inicial:</strong> R$ 5.197,50</li>



<li><strong>Escolaridade:</strong> graduação em Serviço Social</li>



<li><strong>Exigência adicional:</strong> registro no órgão de classe</li>



<li><strong>Inscrições:</strong> de 28 de setembro a 13 de novembro de 2026</li>



<li><strong>Taxa:</strong> R$ 123</li>



<li><strong>Pagamento da taxa:</strong> até 16 de novembro de 2026</li>



<li><strong>Banca organizadora:</strong> Fundação Carlos Chagas</li>



<li><strong>Provas:</strong> 28 de fevereiro de 2027</li>



<li><strong>Local das provas:</strong> João Pessoa, na Paraíba</li>



<li><strong>Site:</strong> <a href="https://www.concursosfcc.com.br/">Fundação Carlos Chagas</a></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Quem pode pedir isenção da taxa?</h2>



<p>Os pedidos de isenção poderão ser apresentados entre 28 e 29 de setembro de 2026.</p>



<p>O edital contempla diferentes situações. Entre elas, estão candidatos de baixa renda inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.</p>



<p>Também poderão solicitar o benefício, desde que atendam às condições do edital:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>transplantados e doadores pertencentes a famílias inscritas no CadÚnico;</li>



<li>doadoras regulares de leite materno;</li>



<li>doadores de medula óssea;</li>



<li>doadores de sangue;</li>



<li>cidadãos que tenham atuado como jurados no Tribunal do Júri;</li>



<li>mulheres vítimas de violência doméstica e familiar na Paraíba;</li>



<li>doadores de plasma sanguíneo convalescentes da Covid-19.</li>
</ul>



<p>Cada modalidade exige documentação específica. Portanto, o interessado deve consultar atentamente o edital antes de enviar o pedido.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como serão as provas para assistente social?</h2>



<p>Os candidatos ao cargo de assistente social farão prova objetiva e prova discursiva, no formato de redação.</p>



<p>A avaliação objetiva terá 60 questões de múltipla escolha:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>20 questões de conhecimentos gerais, com peso um;</li>



<li>40 questões de conhecimentos específicos, com peso dois.</li>
</ul>



<p>Além disso, a redação terá peso um. Todas as etapas terão caráter eliminatório e classificatório.</p>



<p>A duração total será de quatro horas.</p>



<p>As provas estão previstas para 28 de fevereiro de 2027, no período da tarde. A aplicação ocorrerá em João Pessoa.</p>



<p>Contudo, a confirmação da data, do horário e do local será divulgada posteriormente pela banca organizadora.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que será cobrado na prova?</h2>



<p>A parte de conhecimentos gerais incluirá Língua Portuguesa, legislação da Defensoria Pública e conhecimentos jurídicos e institucionais.</p>



<p>Já o conteúdo específico reúne temas diretamente relacionados ao trabalho do assistente social.</p>



<p>Entre os assuntos previstos estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>fundamentos teóricos e históricos do Serviço Social;</li>



<li>dimensões da competência profissional;</li>



<li>instrumentos de intervenção e documentos técnicos;</li>



<li>gestão e planejamento em Serviço Social;</li>



<li>pesquisa social e análise de dados;</li>



<li>questão social e suas expressões;</li>



<li>direitos humanos e políticas públicas;</li>



<li>atuação junto à população em risco e vulnerabilidade social;</li>



<li>trabalho interprofissional e multidisciplinar;</li>



<li>Direito de Família e violência doméstica;</li>



<li>avaliação biopsicossocial da deficiência;</li>



<li>saúde ocupacional e qualidade de vida no trabalho;</li>



<li>riscos psicossociais;</li>



<li>psicopatologia e psicodinâmica do trabalho;</li>



<li>assédio moral e sexual;</li>



<li>planejamento estratégico e gestão participativa.</li>
</ul>



<p>Por isso, a preparação deverá articular os fundamentos profissionais com temas jurídicos, institucionais e relacionados ao trabalho no setor público.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais serão as atribuições do assistente social?</h2>



<p>Segundo o edital, o profissional atuará no planejamento, na execução e na avaliação de campanhas, projetos, programas e convênios.</p>



<p>As ações poderão envolver prevenção, recuperação e promoção da saúde de assistidos, membros e servidores.</p>



<p>Também estão previstas as seguintes atividades:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>realizar pesquisas sociais;</li>



<li>elaborar planos de intervenção social;</li>



<li>entrevistar usuários, familiares e outras pessoas envolvidas;</li>



<li>realizar visitas domiciliares e hospitalares;</li>



<li>avaliar situações socioeconômicas;</li>



<li>fortalecer redes de atendimento;</li>



<li>analisar políticas públicas e serviços sociais;</li>



<li>elaborar pareceres técnicos;</li>



<li>desenvolver estratégias de fortalecimento dos usuários e familiares.</li>
</ul>



<p>As visitas deverão ocorrer quando relacionadas às questões sociais ou conforme a análise profissional do assistente social.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Concurso terá validade de dois anos</h2>



<p>O concurso terá validade de dois anos, contados a partir da homologação do resultado final.</p>



<p>Esse prazo poderá ser prorrogado uma vez, pelo mesmo período, conforme decisão da Defensoria Pública da Paraíba.</p>



<p>A previsão de divulgação do resultado final é 18 de agosto de 2027. No entanto, o cronograma poderá sofrer alterações.</p>



<p>Os candidatos devem acompanhar as atualizações nos sites da FCC e da DPE-PB.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Antes de realizar a inscrição, é fundamental conferir todas as regras, os documentos exigidos e possíveis retificações noedital completo do concurso.</p>
</blockquote>
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		<title>Prevenção do suicídio na prática: como o assistente social deve acolher e encaminhar?</title>
		<link>https://sesonoticias.com.br/prevencao-do-suicidio-na-pratica-como-o-assistente-social-deve-acolher-e-encaminhar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Janaina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 17:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção ao suicídio]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Social]]></category>
		<category><![CDATA[setembro amarelo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sesonoticias.com.br/?p=6093</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entenda como identificar situações urgentes, realizar uma escuta qualificada, preservar o sigilo e acionar a rede de saúde mental.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma pessoa afirma durante o atendimento que não deseja mais viver. O assistente social deve perguntar diretamente, avisar a família ou acionar uma emergência?</p>



<p>Essa situação pode ocorrer no hospital, no CAPS, no CRAS, no CREAS, na escola, na empresa ou em diferentes espaços institucionais.</p>



<p>Diante dessa fala, o profissional pode sentir medo, insegurança e dúvida. Afinal, uma decisão precipitada pode aumentar o sofrimento ou deixar a pessoa desprotegida.</p>



<p>No entanto, o relato não deve ser ignorado. A prioridade é acolher, compreender a urgência e mobilizar os recursos disponíveis para proteger a vida.</p>



<p>Além disso, o atendimento precisa respeitar as competências profissionais, o sigilo e os protocolos da instituição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O suicídio não pode ser explicado por uma única causa</h2>



<p>Antes de tudo, é necessário compreender que o comportamento suicida é um fenômeno complexo. Portanto, não deve ser associado somente a um diagnóstico psiquiátrico.</p>



<p>Problemas financeiros, desemprego, discriminação, violência, conflitos familiares, isolamento, doenças crônicas e perdas importantes podem intensificar o sofrimento.</p>



<p>Da mesma forma, barreiras no acesso aos direitos e aos serviços públicos podem agravar situações que já apresentam vulnerabilidades.</p>



<p>A<a href="https://www.who.int/health-topics/suicide?utm_source=chatgpt.com#tab=tab_1"> Organização Mundial da Saúde</a> destaca justamente essa multiplicidade de fatores sociais, econômicos, relacionais e individuais. </p>



<p>Nesse contexto, o assistente social possui uma contribuição importante. </p>



<p>O profissional pode identificar desproteções, articular serviços e fortalecer vínculos familiares e comunitários.</p>



<p>Entretanto, reconhecer essa contribuição não significa atribuir ao Serviço Social a responsabilidade isolada pela prevenção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como acolher uma pessoa com pensamentos suicidas?</h2>



<p>O primeiro passo é oferecer um espaço protegido, reservado e livre de julgamentos. </p>



<p>Sempre que possível, interrupções devem ser evitadas.</p>



<p>Além disso, o profissional deve demonstrar disponibilidade. Frases apressadas ou respostas automáticas podem fazer a pessoa sentir que seu sofrimento foi minimizado.</p>



<p>Algumas expressões ajudam a iniciar a conversa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>“Obrigado por confiar em mim e contar o que está acontecendo.”</li>



<li>“Quero compreender melhor como você está se sentindo.”</li>



<li>“Esses pensamentos estão acontecendo agora?”</li>



<li>“Você sente que corre algum perigo neste momento?”</li>



<li>“Existe alguém de confiança que podemos chamar para ajudar?”</li>



<li>“Vamos buscar apoio para que você não enfrente isso sozinho.”</li>
</ul>



<p>Perguntar diretamente sobre pensamentos suicidas não incentiva o suicídio. </p>



<p>Ao contrário, segundo a <a href="https://www.emro.who.int/mhps/suicide.html?utm_source=chatgpt.com">OMS</a>, a pergunta pode abrir um espaço de escuta e proteção. </p>



<p>Porém, a conversa deve ocorrer com cuidado. O objetivo não é realizar um interrogatório, pressionar a pessoa ou exigir explicações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que não deve ser dito durante o atendimento?</h2>



<p>Determinadas frases podem produzir culpa, vergonha ou sensação de incompreensão. </p>



<p>Por isso, mensagens moralistas e comparações devem ser evitadas.</p>



<p>Entre os exemplos estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>“Você precisa pensar positivo.”</li>



<li>“Existem pessoas em situações piores.”</li>



<li>“Isso é falta de fé.”</li>



<li>“Você tem tudo e não deveria estar assim.”</li>



<li>“Pense na sua família.”</li>



<li>“Você só quer chamar atenção.”</li>



<li>“Prometa que não fará nada.”</li>
</ul>



<p>Essas respostas não enfrentam a situação apresentada. Além disso, podem interromper o diálogo justamente quando a pessoa conseguiu pedir ajuda.</p>



<p>Também não é recomendado desafiar, confrontar ou tentar convencer a pessoa apenas com argumentos. Nesse momento, acolhimento e proteção são mais importantes.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>Leia também: </p>



<p><a href="https://sesonoticias.com.br/setembro-amarelo-o-papel-do-assistente-social-na-prevencao-do-suicidio-e-na-promocao-da-saude-mental/">Setembro Amarelo: o papel do Assistente Social na prevenção do suicídio e na promoção da saúde mental</a></p>



<p><a href="https://sesonoticias.com.br/o-setembro-amarelo-e-a-sombra-das-apostas-online/">O Setembro Amarelo e a Sombra das Apostas Online</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Como identificar se existe uma situação urgente?</h2>



<p>O assistente social não precisa estabelecer um diagnóstico clínico. Entretanto, deve reunir informações suficientes para reconhecer sinais de perigo imediato.</p>



<p>A urgência pode ser maior quando a pessoa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>afirma que pretende agir naquele momento;</li>



<li>relata planejamento definido;</li>



<li>possui acesso imediato a meios capazes de provocar sua morte;</li>



<li>realizou uma tentativa recente;</li>



<li>apresenta intensa agitação, desespero, intoxicação ou alteração da consciência;</li>



<li>encontra-se sem apoio e não consegue assegurar a própria proteção;</li>



<li>recusa ajuda enquanto permanece em perigo imediato.</li>
</ul>



<p>Durante a conversa, podem ser feitas perguntas objetivas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>“Você está pensando em suicídio agora?”</li>



<li>“Você chegou a planejar alguma ação?”</li>



<li>“Você tem acesso ao que pensou em utilizar?”</li>



<li>“Já aconteceu alguma tentativa anteriormente?”</li>



<li>“O que ajudou você a permanecer seguro até aqui?”</li>



<li>“Quem poderia estar com você neste momento?”</li>
</ul>



<p>As respostas devem ser acolhidas sem espanto ou repreensão. Também não devem ser solicitados detalhes desnecessários sobre possíveis métodos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que fazer diante de perigo imediato?</h2>



<p>Quando houver perigo imediato, a pessoa não deve ser deixada sozinha. Essa é uma orientação expressa do <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/suicidio-prevencao?utm_source=chatgpt.com">Ministério da Saúde</a>. </p>



<p>Nesse caso, o assistente social deve acionar a equipe de saúde e seguir o fluxo de urgência estabelecido pela instituição.</p>



<p>Quando necessário, também pode ser acionado o SAMU, pelo telefone 192, ou outro serviço local de emergência.</p>



<p>Se o atendimento acontecer em um equipamento sem equipe de saúde, a articulação deve ser realizada imediatamente. A segurança da pessoa precisa ser priorizada.</p>



<p>Além disso, alguém indicado como referência pode ser chamado. Sempre que possível, essa escolha deve ser discutida com a própria pessoa.</p>



<p>Contudo, nem toda família representa proteção. Situações de violência, abandono, rejeição ou conflitos graves precisam ser consideradas antes desse contato.</p>



<p>Portanto, a rede de apoio não deve ser acionada automaticamente. É necessário identificar quem oferece segurança concreta naquele momento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">CAPS, UBS, UPA ou SAMU: para onde encaminhar?</h2>



<p>A escolha dependerá da urgência e da organização dos serviços no território.</p>



<p>Os CAPS são serviços comunitários de saúde mental. Eles acolhem pessoas em sofrimento psíquico intenso e situações relacionadas ao uso prejudicial de álcool ou outras drogas. </p>



<p>A UBS pode acompanhar situações que não apresentam perigo imediato. Além disso, pode articular o cuidado com outros pontos da Rede de Atenção Psicossocial.</p>



<p>Por outro lado, situações de crise, tentativa recente ou perigo imediato exigem atendimento de urgência. Nesses casos, podem ser acionados SAMU, UPA ou hospital.</p>



<p>O encaminhamento, entretanto, não deve consistir apenas na entrega de um endereço. Sempre que possível, deve ocorrer contato prévio com o serviço.</p>



<p>Também é importante verificar se a pessoa possui transporte, acompanhante e condições concretas para chegar ao local.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual é o papel do assistente social?</h2>



<p>O assistente social pode realizar o acolhimento inicial e identificar fatores sociais relacionados ao sofrimento apresentado.</p>



<p>Além disso, pode analisar condições de moradia, renda, trabalho, violência, vínculos familiares, acesso à saúde e outras situações de desproteção.</p>



<p>Sua atuação também pode envolver:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>articulação com a Rede de Atenção Psicossocial;</li>



<li>contato com serviços da assistência social, saúde, educação e proteção;</li>



<li>orientação sobre direitos sociais;</li>



<li>identificação de pessoas e espaços de referência;</li>



<li>participação na construção do plano de acompanhamento;</li>



<li>realização de encaminhamentos responsáveis;</li>



<li>acompanhamento social da pessoa e da família;</li>



<li>discussão do caso com a equipe multiprofissional.</li>
</ul>



<p>Entretanto, não cabe ao assistente social realizar diagnóstico psiquiátrico ou assumir funções próprias da Medicina, Psicologia ou Enfermagem.</p>



<p>Da mesma forma, o profissional não deve permanecer como único responsável pelo caso. A prevenção exige atuação multiprofissional e intersetorial.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O sigilo pode ser mantido quando existe risco de suicídio?</h2>



<p>O sigilo profissional continua sendo um direito do assistente social e uma proteção para a pessoa atendida.</p>



<p>Entretanto, o Código de Ética admite a quebra quando a gravidade da situação possa causar prejuízo ao usuário, a terceiros ou à coletividade.</p>



<p>Ainda assim, somente as informações indispensáveis devem ser compartilhadas. O número de pessoas informadas também deve ser limitado ao necessário.</p>



<p>Portanto, risco de suicídio não significa autorização para divulgar toda a história da pessoa.</p>



<p>A informação deve ser comunicada apenas aos profissionais e integrantes da rede que precisam participar da proteção e continuidade do cuidado.</p>



<p>Sempre que houver segurança, a pessoa deve ser informada sobre essa necessidade. O profissional pode explicar o que será compartilhado, com quem e por quê.</p>



<p>Essa postura preserva a confiança e evita que a proteção seja transformada em exposição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como registrar o atendimento?</h2>



<p>O registro profissional precisa ser objetivo, técnico e suficiente para demonstrar as providências adotadas.</p>



<p>Devem ser anotadas as informações relevantes apresentadas pela pessoa, sem julgamentos, interpretações moralistas ou rótulos.</p>



<p>O registro pode incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>data, horário e local do atendimento;</li>



<li>informações relevantes relatadas pela pessoa;</li>



<li>sinais observados durante o acolhimento;</li>



<li>perguntas essenciais realizadas;</li>



<li>existência ou ausência de perigo imediato identificado;</li>



<li>profissionais e serviços acionados;</li>



<li>orientações fornecidas;</li>



<li>pessoa de confiança contatada;</li>



<li>forma de encaminhamento;</li>



<li>plano de acompanhamento definido.</li>
</ul>



<p>Quando uma frase for essencial para compreender a gravidade, ela poderá ser registrada com fidelidade e contexto.</p>



<p>Porém, detalhes íntimos sem relação com a intervenção não devem ser incluídos. O prontuário não pode se transformar em reprodução indiscriminada da conversa.</p>



<p>Além disso, os documentos devem permanecer protegidos. O acesso precisa respeitar o sigilo e as normas técnicas da instituição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que fazer quando não existe perigo imediato?</h2>



<p>A ausência de perigo imediato não significa ausência de sofrimento. Portanto, a pessoa não deve receber apenas uma lista de telefones e endereços.</p>



<p>É importante construir, junto com ela, um plano possível para as horas e os dias seguintes.</p>



<p>Esse planejamento pode incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>atendimento em CAPS ou UBS;</li>



<li>presença de uma pessoa de confiança;</li>



<li>retorno agendado ao Serviço Social;</li>



<li>acompanhamento pela equipe de referência;</li>



<li>acesso a benefícios e direitos;</li>



<li>proteção em situações de violência;</li>



<li>fortalecimento dos vínculos familiares ou comunitários;</li>



<li>orientação sobre canais disponíveis durante crises.</li>
</ul>



<p>Além disso, o profissional deve verificar se o encaminhamento realmente produziu acesso. Quando possível, o caso precisa ser acompanhado pela rede.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como evitar a revitimização?</h2>



<p>A revitimização acontece quando a pessoa precisa repetir diversas vezes uma experiência dolorosa ou é recebida com dúvida, julgamento e desconfiança.</p>



<p>Para evitá-la, o relato não deve ser repetido sem necessidade. Também é importante compartilhar somente as informações indispensáveis com a equipe.</p>



<p>Além disso, a pessoa deve participar das decisões sempre que isso for possível e seguro.</p>



<p>Sua autonomia não desaparece porque ela está sofrendo. Entretanto, situações de perigo imediato exigem medidas proporcionais de proteção.</p>



<p>O equilíbrio entre autonomia, sigilo e preservação da vida exige análise profissional cuidadosa. Por isso, decisões complexas não devem ser tomadas isoladamente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A instituição também precisa assumir responsabilidades</h2>



<p>O atendimento não depende apenas da boa vontade do profissional. A instituição precisa estabelecer fluxos claros para as situações de crise.</p>



<p>Esses fluxos devem informar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>quem será acionado;</li>



<li>quais serviços receberão o encaminhamento;</li>



<li>como ocorrerá o transporte;</li>



<li>quem permanecerá com a pessoa;</li>



<li>onde será feito o registro;</li>



<li>como acontecerá o acompanhamento posterior.</li>
</ul>



<p>Também devem ser promovidas capacitações permanentes. Afinal, improvisar diante de uma situação grave aumenta a insegurança de profissionais e usuários.</p>



<p>Quando não houver protocolo, o assistente social poderá propor sua construção com a equipe e a gestão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Acolher não significa assumir tudo sozinho</h2>



<p>Diante do risco de suicídio no atendimento, a primeira resposta deve ser presença, escuta e proteção.</p>



<p>Em seguida, a urgência precisa ser compreendida e a rede adequada deve ser mobilizada.</p>



<p>O assistente social pode contribuir decisivamente ao identificar vulnerabilidades, viabilizar direitos e impedir que a pessoa fique perdida entre os serviços.</p>



<p>Entretanto, sua atuação possui limites. Diagnóstico, manejo clínico e tratamento devem ser assumidos pelos profissionais e serviços competentes.</p>



<p>Portanto, prevenir não significa agir sozinho. Significa acolher com responsabilidade, compartilhar somente o necessário e construir continuidade para o cuidado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>Onde buscar ajuda:</strong> diante de perigo imediato, não deixe a pessoa sozinha.</p>



<p> Acione o SAMU pelo 192 ou procure uma UPA ou emergência hospitalar.</p>



<p>O CAPS e a UBS também integram a rede pública de cuidado. </p>



<p>Para apoio emocional, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188.</p>
</blockquote>
<p>O post <a href="https://sesonoticias.com.br/prevencao-do-suicidio-na-pratica-como-o-assistente-social-deve-acolher-e-encaminhar/">Prevenção do suicídio na prática: como o assistente social deve acolher e encaminhar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://sesonoticias.com.br">SESO Notícias</a>.</p>
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		<item>
		<title>Politec-MT abre seis vagas para assistentes sociais com salário de R$ 8,2 mil</title>
		<link>https://sesonoticias.com.br/politec-mt-vagas-assistentes-sociais-processo-seletivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Janaina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Processo Seletivo]]></category>
		<category><![CDATA[assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[assistente social na Politec]]></category>
		<category><![CDATA[Concurso assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[concurso Serviço Social Mato Grosso;]]></category>
		<category><![CDATA[POLITEC]]></category>
		<category><![CDATA[Processo Seletivo assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[Processo Seletivo Mato Grosso]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Social]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sesonoticias.com.br/?p=6101</guid>

					<description><![CDATA[<p>Processo seletivo terá inscrições gratuitas entre 17 e 23 de setembro; candidatos precisam de graduação em Serviço Social, registro ativo no CRESS e CNH.</p>
<p>O post <a href="https://sesonoticias.com.br/politec-mt-vagas-assistentes-sociais-processo-seletivo/">Politec-MT abre seis vagas para assistentes sociais com salário de R$ 8,2 mil</a> apareceu primeiro em <a href="https://sesonoticias.com.br">SESO Notícias</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso abriu processo seletivo simplificado com seis vagas temporárias para assistentes sociais.</p>



<p>Os profissionais serão contratados para o cargo de Analista de Desenvolvimento Econômico e Social: perfil Assistente Social. </p>



<p>Todas as oportunidades estão destinadas a unidades da Politec em Cuiabá.</p>



<p>O subsídio mensal será de R$ 8.269,16. </p>



<p>A jornada poderá ser de 40 horas semanais ou em regime de plantão, com até 200 horas mensais, conforme a necessidade da administração.</p>



<p>As inscrições serão gratuitas e ficarão abertas entre os dias 17 e 23 de setembro de 2026, no <a href="https://seletivo.seplag.mt.gov.br/ver-edital/758">Sistema Estadual de Seleção de Mato Grosso</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os requisitos para assistente social?</h2>



<p>Para participar, o candidato deverá apresentar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>diploma de graduação em Serviço Social;</li>



<li>registro ativo no Conselho Regional de Serviço Social;</li>



<li>Carteira Nacional de Habilitação, no mínimo na categoria B;</li>



<li>documentação comprobatória dos títulos acadêmicos;</li>



<li>documentos que comprovem a experiência profissional declarada.</li>
</ul>



<p>Caso o diploma ainda não tenha sido expedido, o edital aceita declaração de conclusão emitida até um ano após a colação de grau. O documento deverá ser acompanhado do histórico escolar.</p>



<p>A CNH precisa estar válida no momento da inscrição, na contratação e durante toda a vigência do contrato.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Processo seletivo não terá prova objetiva</h2>



<p>A seleção será realizada por meio da análise de títulos acadêmicos e experiência profissional. Portanto, não haverá prova objetiva.</p>



<p>Na primeira etapa, de caráter classificatório, serão avaliados os documentos enviados durante a inscrição.</p>



<p>Posteriormente, os candidatos convocados passarão por uma etapa eliminatória. Ela compreenderá a apresentação dos documentos originais e a realização de investigação social.</p>



<p>A classificação não garante a contratação imediata. As convocações dependerão da necessidade da Politec, da disponibilidade de vagas e da ordem de classificação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como será calculada a pontuação?</h2>



<p>Os candidatos poderão receber pontos por doutorado, mestrado, especializações e experiência profissional.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Formação acadêmica</h3>



<p>Para o perfil de Assistente Social, serão considerados:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>doutorado: seis pontos;</li>



<li>mestrado: quatro pontos;</li>



<li>especialização com carga horária mínima de 360 horas: dois pontos por título;</li>



<li>até duas especializações poderão ser pontuadas.</li>
</ul>



<p>Assim, a formação acadêmica poderá representar até 14 pontos.</p>



<p>Os cursos deverão estar concluídos até o início das inscrições. Além disso, os documentos precisam ter sido emitidos por instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Experiência profissional</h3>



<p>A experiência na área de Assistência Social valerá 0,2 ponto por mês trabalhado.</p>



<p>O edital limitará a pontuação a 50 meses. Dessa forma, a experiência profissional poderá somar até dez pontos.</p>



<p>Somente serão consideradas as atividades exercidas nos cinco anos anteriores à publicação do edital. Experiências simultâneas em diferentes instituições não serão contadas em duplicidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como comprovar a experiência profissional?</h2>



<p>Quem trabalhou em órgão público deverá apresentar contrato publicado no Diário Oficial ou declaração, certidão ou atestado emitido pela instituição.</p>



<p>O documento deverá informar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>cargo ou função exercida;</li>



<li>período de trabalho;</li>



<li>atividades desenvolvidas;</li>



<li>identificação e assinatura do responsável pelo setor de Recursos Humanos.</li>
</ul>



<p>Profissionais com experiência em instituições privadas deverão apresentar a Carteira de Trabalho e uma declaração do empregador, principalmente quando a nomenclatura registrada não for idêntica à função pretendida.</p>



<p>A declaração também deverá detalhar as atividades realizadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Atenção às atribuições descritas no edital</h2>



<p>O cargo exige formação em Serviço Social e registro ativo no CRESS. No entanto, a descrição das atribuições apresentada no edital é ampla e está vinculada à carreira de Analista de Desenvolvimento Econômico e Social.</p>



<p>Em caso de dúvida sobre o enquadramento da experiência, o candidato poderá buscar esclarecimentos pelo e-mail oficial informado no edital: <strong><a>seletivosesp@sesp.mt.gov.br</a></strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Inscrição exige atenção aos documentos</h2>



<p>A inscrição deverá ser realizada pelo sistema <a href="https://seletivo.seplag.mt.gov.br/detalhes/65?slug=pss-politec-assistente-social-e-assistente-administrativo-0022026politec">SiesMT</a>. </p>



<p>Os documentos deverão ser enviados em formato PDF, com boa legibilidade e tamanho máximo individual de 3 MB.</p>



<p>Após a conclusão da inscrição, não será permitida a substituição de documentos ou a alteração das informações.</p>



<p>Caso identifique algum erro dentro do prazo, o candidato deverá cancelar a inscrição e realizar um novo procedimento. Apenas a última inscrição será considerada válida.</p>



<p>Além disso, será permitida somente uma inscrição por candidato.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Processo seletivo terá reserva para pessoas com deficiência</h2>



<p>O edital assegura às pessoas com deficiência 10% das vagas oferecidas.</p>



<p>Para concorrer nessa condição, será necessário declarar a deficiência no ato da inscrição e anexar laudo médico emitido nos últimos 12 meses.</p>



<p>O laudo deverá apresentar diagnóstico, grau ou nível da deficiência, código da Classificação Internacional de Doenças, provável causa e identificação do médico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Datas importantes do processo seletivo</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Inscrições:</strong> 17 a 23 de setembro de 2026;</li>



<li><strong>Publicação das inscrições deferidas:</strong> 9 de outubro;</li>



<li><strong>Resultado da análise de títulos e experiência:</strong> 6 de novembro;</li>



<li><strong>Resultado dos recursos:</strong> 24 de novembro;</li>



<li><strong>Homologação do resultado final:</strong> 27 de novembro.</li>
</ul>



<p>Os candidatos deverão acompanhar possíveis alterações, retificações e convocações no Diário Oficial de Mato Grosso e no <a href="https://seletivo.seplag.mt.gov.br/">portal oficial de processos seletivos da Seplag-MT</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Oportunidade amplia a presença do Serviço Social na segurança pública</h2>



<p>A abertura de vagas para assistentes sociais na Politec evidencia a presença da profissão em um campo ainda pouco explorado nos concursos e processos seletivos.</p>



<p>Contudo, a atuação em instituições de segurança e perícia exige atenção às competências profissionais, ao sigilo, à autonomia técnica e aos direitos das pessoas atendidas.</p>



<p>Por isso, além de verificar os requisitos administrativos, os candidatos devem analisar as atribuições previstas e acompanhar eventuais esclarecimentos publicados durante o processo seletivo.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Concurso de Queimados oferece 17 vagas para assistentes sociais</title>
		<link>https://sesonoticias.com.br/concurso-de-queimados-oferece-17-vagas-para-assistentes-sociais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Janaina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 20:12:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Concursos]]></category>
		<category><![CDATA[assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[Concurso assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[Concurso Queimados]]></category>
		<category><![CDATA[Queimados]]></category>
		<category><![CDATA[Queimados 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Social]]></category>
		<category><![CDATA[vagas para assistente social;]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sesonoticias.com.br/?p=6096</guid>

					<description><![CDATA[<p>Edital prevê oportunidades para Assistente Social e Assistente Social Escolar, com jornada de 30 horas e salário de R$ 3,4 mil.</p>
<p>O post <a href="https://sesonoticias.com.br/concurso-de-queimados-oferece-17-vagas-para-assistentes-sociais/">Concurso de Queimados oferece 17 vagas para assistentes sociais</a> apareceu primeiro em <a href="https://sesonoticias.com.br">SESO Notícias</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Prefeitura de Queimados, no Estado do Rio de Janeiro, abriu concurso público com 17 vagas imediatas para profissionais de Serviço Social, além da formação de cadastro de reserva.</p>



<p>As oportunidades estão divididas entre os cargos de Assistente Social, com 11 vagas, e Assistente Social Escolar, com seis vagas.</p>



<p>Para os dois cargos, a remuneração mensal é de R$ 3.429,05, com jornada de 30 horas semanais. É exigida graduação em Serviço Social e registro no Conselho Regional de Serviço Social.</p>



<p>As inscrições estão abertas e devem ser realizadas até as 23h59 do dia 13 de outubro de 2026, pelo site do <a href="https://portal.ian.org.br/edital/ver/53">Instituto de Avaliação Nacional, o IAN</a>. </p>



<p>A taxa para os cargos de nível superior é de R$ 150. </p>



<p>O concurso oferece, ao todo, 463 vagas imediatas para diferentes áreas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como estão distribuídas as vagas para Serviço Social?</h2>



<p>O edital apresenta duas possibilidades de atuação para assistentes sociais:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th>Cargo</th><th>Vagas imediatas</th><th>Jornada</th><th>Remuneração</th></tr></thead><tbody><tr><td>Assistente Social</td><td>11 + cadastro de reserva</td><td>30 horas</td><td>R$ 3.429,05</td></tr><tr><td>Assistente Social Escolar</td><td>6 + cadastro de reserva</td><td>30 horas</td><td>R$ 3.429,05</td></tr></tbody></table></figure>



<p>No cargo de Assistente Social, uma das vagas imediatas está reservada às pessoas com deficiência. Outras duas estão destinadas a candidatos indígenas, pretos e pardos.</p>



<p>Para Assistente Social Escolar, o edital não apresenta vaga imediata específica para pessoas com deficiência. Contudo, uma das seis vagas está reservada a candidatos indígenas, pretos e pardos.</p>



<p>O edital também estabelece reserva de 5% das vagas existentes e das que surgirem para pessoas com deficiência. Para indígenas, pretos e pardos, a reserva prevista é de 20%, conforme a legislação municipal. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual é a diferença entre os dois cargos?</h2>



<p>Embora os requisitos, a remuneração e a jornada sejam iguais, os campos de atuação descritos no edital são diferentes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Assistente Social</h3>



<p>O cargo de Assistente Social está relacionado principalmente ao atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, equipes de Estratégia Saúde da Família e outras unidades de saúde.</p>



<p>Entre as atribuições apresentadas estão o atendimento a indivíduos, famílias e grupos, o planejamento de ações sociais e a atuação em programas de saúde, educação, trabalho e outras políticas.</p>



<p>O conteúdo da prova, entretanto, não se restringe à saúde. Também abrange assistência social, educação, seguridade social, legislação profissional, planejamento, pesquisa e trabalho com famílias e comunidades.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Assistente Social Escolar</h3>



<p>O Assistente Social Escolar deverá atuar na implementação da política de educação e na garantia do acesso e da permanência dos estudantes.</p>



<p>O edital prevê atividades como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>atendimento individual e coletivo;</li>



<li>orientação sociofamiliar;</li>



<li>acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade;</li>



<li>visitas domiciliares;</li>



<li>enfrentamento da evasão e da infrequência escolar;</li>



<li>orientação sobre benefícios e documentação;</li>



<li>articulação com Conselho Tutelar, CRAS, CREAS e unidades de saúde;</li>



<li>ações relacionadas à inclusão e à garantia de direitos.</li>
</ul>



<p>A descrição também menciona a atuação com familiares, docentes, gestores, movimentos sociais e outros atores da comunidade escolar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Assistentes sociais podem concorrer aos dois cargos?</h2>



<p>Sim. O edital permite a inscrição em mais de um cargo quando os horários das provas forem compatíveis.</p>



<p>Nesse caso, as avaliações ocorrerão no mesmo dia, 20 de novembro de 2026, mas em turnos diferentes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Assistente Social:</strong> das 9h às 12h;</li>



<li><strong>Assistente Social Escolar:</strong> das 14h às 17h.</li>
</ul>



<p>Portanto, o profissional poderá concorrer aos dois cargos. Contudo, será necessário realizar duas inscrições e pagar as respectivas taxas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como será a prova objetiva?</h2>



<p>Para os dois cargos, a prova objetiva terá 40 questões, distribuídas da seguinte forma:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>10 questões de Língua Portuguesa;</li>



<li>10 questões de Legislação Municipal;</li>



<li>20 questões de Conhecimentos Específicos.</li>
</ul>



<p></p>



<p>Além disso, haverá prova de títulos para os cargos de nível superior. Essa etapa será apenas classificatória e poderá acrescentar até dez pontos ao resultado da prova objetiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que estudar ?</h2>



<p>O conteúdo específico do cargo é amplo. Entre os principais temas estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>fundamentos históricos e teórico-metodológicos do Serviço Social;</li>



<li>projeto ético-político;</li>



<li>questão social e suas expressões;</li>



<li>entrevista, visita domiciliar, estudo e parecer social;</li>



<li>planejamento, execução e avaliação de ações;</li>



<li>seguridade social, SUS e SUAS;</li>



<li>Constituição Federal;</li>



<li>LOAS;</li>



<li>Estatuto da Criança e do Adolescente;</li>



<li>Estatuto da Pessoa Idosa;</li>



<li>Lei Maria da Penha;</li>



<li>Lei Brasileira de Inclusão;</li>



<li>Lei de Regulamentação da Profissão;</li>



<li>Código de Ética do Assistente Social;</li>



<li>resoluções e parâmetros de atuação do CFESS;</li>



<li>PNAS e Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais;</li>



<li>trabalho interdisciplinar e intersetorial;</li>



<li>pesquisa, diagnóstico e indicadores sociais;</li>



<li>sigilo e responsabilidade profissional.</li>
</ul>



<p>O edital também cobra atuação do assistente social nas políticas de saúde, assistência social e educação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que estudar para o cargo Escolar?</h2>



<p>Para o cargo escolar, os candidatos devem concentrar os estudos na relação entre Serviço Social, educação e proteção integral.</p>



<p>O programa inclui:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>fundamentos e projeto ético-político do Serviço Social;</li>



<li>atribuições profissionais na educação;</li>



<li>acesso, permanência e inclusão escolar;</li>



<li>enfrentamento das desigualdades no ambiente educacional;</li>



<li>Lei nº 8.662/1993;</li>



<li>Código de Ética;</li>



<li>Diretrizes Curriculares da ABEPSS;</li>



<li>Lei nº 13.935/2019;</li>



<li>Constituição Federal;</li>



<li>Lei de Diretrizes e Bases da Educação;</li>



<li>Estatuto da Criança e do Adolescente;</li>



<li>LOAS e SUAS;</li>



<li>trabalho social com famílias;</li>



<li>violência, negligência, abandono e evasão escolar;</li>



<li>estudo social, entrevista, visita domiciliar, relatório e parecer;</li>



<li>articulação com Conselho Tutelar, CRAS, CREAS e rede de proteção;</li>



<li>BPC, Cadastro Único, Bolsa Família e benefícios eventuais;</li>



<li>educação inclusiva e Lei Brasileira de Inclusão.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Atenção ao envio dos títulos</h2>



<p>Os candidatos que possuam títulos acadêmicos devem cadastrá-los no sistema do IAN durante o período de inscrições, até 13 de outubro.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">Descrição das atribuições merece leitura crítica</h2>



<p>Um aspecto do edital merece atenção dos profissionais. Na descrição do cargo de Assistente Social aparecem expressões como “desajustamentos sociais” e “restabelecer a normalidade de comportamento”.</p>



<p>Essas formulações devem ser lidas criticamente, pois remetem a uma concepção mais conservadora da profissão. A atuação contemporânea do Serviço Social é orientada pela Lei nº 8.662/1993, pelo Código de Ética e pelo projeto ético-político profissional.</p>



<p>A descrição administrativa do cargo não afasta a obrigação de respeitar a autonomia dos usuários, combater preconceitos e compreender as expressões da questão social em suas dimensões históricas e estruturais.</p>



<p>Para fins de prova, contudo, o candidato deve estudar tanto o conteúdo indicado no edital quanto a legislação e as normativas profissionais mencionadas no programa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como fazer a inscrição?</h2>



<p>A inscrição deve ser realizada na <a href="https://portal.ian.org.br/edital/ver/53?utm_source=chatgpt.com">página oficial do concurso no IAN</a>.</p>



<p>Antes de concluir o procedimento, o candidato deve conferir o cargo escolhido, os requisitos, os documentos e o cadastramento dos títulos. </p>



<p>Além disso, é responsabilidade do candidato acompanhar possíveis retificações, convocações e comunicados nos canais oficiais da Prefeitura de Queimados e do IAN.</p>
<p>O post <a href="https://sesonoticias.com.br/concurso-de-queimados-oferece-17-vagas-para-assistentes-sociais/">Concurso de Queimados oferece 17 vagas para assistentes sociais</a> apareceu primeiro em <a href="https://sesonoticias.com.br">SESO Notícias</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sigilo profissional no Serviço Social: o que pode e o que não pode ser revelado?</title>
		<link>https://sesonoticias.com.br/sigilo-profissional-no-servico-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Janaina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[documentos técnicos do Serviço Social]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[prontuário do Serviço Social]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Social]]></category>
		<category><![CDATA[sigilo profissional no Serviço Social]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sesonoticias.com.br/?p=6087</guid>

					<description><![CDATA[<p>Código de Ética orienta assistentes sociais sobre quebra de sigilo, solicitações da chefia, trabalho multiprofissional e acesso aos documentos.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma assistente social pode contar à chefia tudo o que foi relatado durante um atendimento? Informações podem ser compartilhadas com outros profissionais?</p>



<p>Além disso, quando o sigilo profissional pode ser quebrado? A pessoa atendida pode solicitar acesso aos documentos produzidos pelo Serviço Social?</p>



<p>Essas dúvidas aparecem diariamente em hospitais, escolas, empresas, unidades socioassistenciais e instituições do Sistema de Justiça.</p>



<p>Por isso, o sigilo profissional no Serviço Social não deve ser tratado apenas como uma decisão individual. Ele é um direito e um dever regulamentado.</p>



<p>O tema está presente no Código de Ética e no novo Guia de Normativas e Orientações CFESS-CRESS para o Trabalho de Assistentes Sociais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é sigilo profissional no Serviço Social?</h2>



<p>O sigilo profissional protege as informações conhecidas pela assistente social durante o exercício de suas atividades.</p>



<p>Assim, histórias pessoais, condições familiares, situações de violência e dados socioeconômicos devem ser protegidos.</p>



<p>Também devem ser preservadas informações sobre saúde, vínculos familiares, benefícios, documentos e outras situações particulares.</p>



<p>Conforme o artigo 15 do Código de Ética, constitui direito da assistente social manter o sigilo profissional.</p>



<p>Já o artigo 16 estabelece que a pessoa atendida será protegida em tudo aquilo que for conhecido durante o exercício profissional.</p>



<p>Portanto, o sigilo não pertence apenas à profissional. Ele protege, sobretudo, a população atendida pelo Serviço Social.</p>



<p>Essa proteção permite que informações sensíveis sejam relatadas durante o atendimento sem exposições desnecessárias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tudo o que é contado durante o atendimento é sigiloso?</h2>



<p>Em regra, as informações obtidas durante o trabalho devem ser preservadas.</p>



<p>No entanto, isso não significa que nenhum dado possa ser utilizado durante a intervenção profissional.</p>



<p>Informações podem ser registradas em relatórios, pareceres, prontuários e outros documentos. Porém, a finalidade técnica deve ser respeitada.</p>



<p>Além disso, apenas os dados necessários devem ser apresentados. Detalhes íntimos sem relação com o objetivo do documento devem ser evitados.</p>



<p>O registro profissional não deve transformar a história da pessoa em uma exposição de sua vida privada.</p>



<p>Por isso, a seleção das informações exige avaliação ética, técnica e crítica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o sigilo profissional pode ser quebrado?</h2>



<p>A quebra de sigilo não pode ser realizada apenas por conveniência institucional.</p>



<p>Segundo o artigo 18 do Código de Ética, ela somente é admissível diante de situações graves.</p>



<p>Essa gravidade pode envolver fato criminoso ou outra circunstância capaz de prejudicar a pessoa atendida, terceiros ou a coletividade.</p>



<p>Mesmo nesses casos, somente as informações estritamente necessárias devem ser reveladas.</p>



<p>Além disso, o conteúdo deve ser compartilhado com o menor número possível de pessoas.</p>



<p>Portanto, não existe autorização para contar todo o atendimento quando apenas uma informação precisa ser comunicada.</p>



<p>A decisão deve ser fundamentada e analisada conforme as particularidades da situação.</p>



<p>Em casos complexos, poderá ser solicitada orientação à Comissão de Orientação e Fiscalização do CRESS.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que deve ser considerado antes da revelação?</h3>



<p>Antes de qualquer decisão, algumas perguntas precisam ser feitas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Existe uma situação concreta de gravidade?</li>



<li>Quais prejuízos podem ocorrer se a informação não for comunicada?</li>



<li>Quais dados são realmente necessários?</li>



<li>Quem precisa receber a informação?</li>



<li>Como a comunicação será registrada?</li>



<li>A pessoa atendida pode ser informada sobre o procedimento?</li>
</ul>



<p>Essas perguntas não substituem a análise profissional. Entretanto, ajudam a evitar decisões automáticas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A chefia pode exigir informações do atendimento?</h2>



<p>A posição hierárquica da chefia não elimina o sigilo profissional.</p>



<p>A instituição pode solicitar informações relacionadas ao serviço, aos encaminhamentos e ao trabalho realizado. Contudo, isso não autoriza o acesso irrestrito ao atendimento.</p>



<p>Dados íntimos não devem ser entregues apenas porque foram solicitados por uma pessoa em cargo de direção.</p>



<p>Primeiramente, deve ser verificada a finalidade do pedido. Depois, será avaliado o conteúdo necessário para responder à demanda.</p>



<p>Quando houver resposta, as informações deverão ser limitadas ao objetivo institucional legítimo.</p>



<p>Caso sejam exigidos dados incompatíveis com o Código de Ética, a solicitação poderá ser respondida de maneira fundamentada.</p>



<p>A autonomia profissional também deve ser preservada. Ela não é concedida pela chefia, pois está respaldada pelas normas da profissão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que pode ser compartilhado com uma equipe multiprofissional?</h2>



<p>O trabalho em equipe não suspende o sigilo profissional.</p>



<p>De acordo com o Código de Ética, apenas as informações estritamente necessárias podem ser compartilhadas no trabalho multidisciplinar.</p>



<p>Assim, uma discussão de caso não autoriza a divulgação completa de tudo o que foi informado pela pessoa atendida.</p>



<p>Devem ser apresentados somente os elementos relevantes para o atendimento, a proteção de direitos e a atuação conjunta.</p>



<p>Por exemplo, pode ser necessário informar que uma família enfrenta insegurança alimentar e precisa de acompanhamento.</p>



<p>Entretanto, detalhes pessoais sem relação com a intervenção da equipe não precisam ser revelados.</p>



<p>Também é importante considerar como a informação será registrada em prontuários compartilhados.</p>



<p>O acesso ao sistema por vários profissionais não transforma todos os dados em informações de circulação livre.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O prontuário pode ser acessado por toda a equipe?</h2>



<p>A resposta depende da organização do serviço, da finalidade do prontuário e das regras de acesso.</p>



<p>Ainda assim, a existência de um prontuário multiprofissional não elimina a responsabilidade ética da assistente social.</p>



<p>Os registros devem ser objetivos e relacionados à intervenção realizada.</p>



<p>Além disso, informações exclusivas do Serviço Social podem exigir proteção específica.</p>



<p>O novo guia destaca a Resolução CFESS nº 1.098/2025, que trata da salvaguarda dos documentos técnicos físicos e digitais.</p>



<p>Segundo a resolução, a confidencialidade deve ser garantida pela profissional e pela instituição.</p>



<p>Nos sistemas informatizados, o caráter sigiloso do documento também deve ser identificado. Senhas individuais devem ser utilizadas.</p>



<p>Por outro lado, credenciais não devem ser compartilhadas entre profissionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A pessoa atendida pode solicitar acesso aos documentos?</h2>



<p>Sim. A pessoa atendida pode pedir informações sobre o trabalho desenvolvido pelo Serviço Social e suas conclusões.</p>



<p>Esse direito está previsto no Código de Ética. Entretanto, o sigilo profissional deverá continuar protegido.</p>



<p>Por isso, a solicitação não significa que qualquer arquivo será entregue de maneira automática e integral.</p>



<p>O pedido deve ser analisado conforme o tipo de documento, sua finalidade e as normas da instituição.</p>



<p>Também devem ser protegidas as informações sigilosas relacionadas a terceiros.</p>



<p>A resposta poderá ser fornecida por meio de cópia, declaração, relatório ou outro procedimento adequado. A forma dependerá da situação concreta.</p>



<p>Contudo, o acesso não deve ser negado de maneira automática. A decisão precisa ser tecnicamente fundamentada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como os documentos sigilosos devem ser guardados?</h2>



<p>Documentos técnicos podem ser produzidos em papel ou em ambiente digital.</p>



<p>Nos dois casos, medidas de proteção devem ser adotadas.</p>



<p>Entre os cuidados necessários estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>identificação do caráter sigiloso;</li>



<li>controle de acesso aos documentos;</li>



<li>utilização de senhas individuais;</li>



<li>armazenamento em local protegido;</li>



<li>restrição do acesso a pessoas autorizadas;</li>



<li>cuidado com o envio por e-mail ou aplicativos;</li>



<li>definição de procedimentos durante afastamentos ou substituições.</li>
</ul>



<p>A instituição empregadora também deve fornecer os recursos necessários para essa proteção.</p>



<p>Portanto, computadores, sistemas, arquivos e espaços adequados não devem ser custeados pela assistente social.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Atendimento pode ser gravado?</h2>



<p>A gravação de atendimentos deve ser evitada, tanto no espaço físico quanto no ambiente digital.</p>



<p>A Resolução CFESS nº 1.114/2025 admite situações excepcionais legalmente autorizadas.</p>



<p>Ainda assim, a finalidade da gravação deve ser informada à pessoa atendida. O sigilo e a proteção dos dados também devem ser garantidos.</p>



<p>Além disso, câmeras instaladas em salas de atendimento podem violar o sigilo profissional.</p>



<p>A presença de equipamentos de segurança não autoriza, automaticamente, o monitoramento da intervenção profissional.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O sigilo continua após o fim do atendimento?</h2>



<p>Sim. O encerramento do acompanhamento não extingue o dever de proteger as informações.</p>



<p>O mesmo cuidado deve ser mantido após a transferência da profissional, sua exoneração ou o encerramento do Serviço Social na instituição.</p>



<p>Por isso, procedimentos de guarda e transferência dos documentos devem ser formalizados.</p>



<p>Arquivos físicos não podem ser abandonados. Da mesma forma, documentos digitais não devem permanecer sem controle de acesso.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sigilo profissional também é proteção de direitos</h2>



<p>O sigilo profissional no Serviço Social não deve ser entendido como simples silêncio.</p>



<p>Na verdade, ele protege a dignidade, a privacidade e a confiança da população atendida.</p>



<p>Ao mesmo tempo, não pode ser utilizado para encobrir situações graves ou impedir medidas necessárias de proteção.</p>



<p>Por isso, decisões sobre compartilhamento e quebra de sigilo exigem responsabilidade profissional.</p>



<p>Não existe uma resposta automática para todas as situações.</p>



<p>No entanto, um princípio deve orientar o trabalho: somente o conteúdo necessário deve ser revelado, às pessoas que realmente precisam conhecê-lo.</p>



<p>Em caso de dúvida, a orientação do CRESS deverá ser procurada antes que informações sensíveis sejam divulgadas.</p>



<p><strong>Leia os documentos oficiais:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.cfess.org.br/uploads/noticia/5999/Cfess2026-GuiaCofi-NormativasOrientacoes.pdf?utm_source=chatgpt.com">Guia de Normativas e Orientações CFESS-CRESS</a></li>



<li><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf?utm_source=chatgpt.com">Código de Ética Profissional da Assistente Social</a></li>



<li><a href="https://www.cfess.org.br/uploads/legislacao/5138/1098-2025.pdf?utm_source=chatgpt.com">Resolução CFESS nº 1.098/2025</a></li>



<li><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/EbookCfess-DocOpiniaoTecnica2022-Final.pdf?utm_source=chatgpt.com">Produção de documentos e emissão de opinião técnica em Serviço Social</a></li>
</ul>



<p></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>CFESS lança guia com normas para o trabalho de assistentes sociais</title>
		<link>https://sesonoticias.com.br/guia-cfess-normas-assistentes-sociais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Janaina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estudante de Serviço Social]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[Atualização normativa CFESS]]></category>
		<category><![CDATA[cfess]]></category>
		<category><![CDATA[condições éticas e técnicas do assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[exercício profissional do assistente socia]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Social]]></category>
		<category><![CDATA[sigilo profissional no Serviço Social]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sesonoticias.com.br/?p=6081</guid>

					<description><![CDATA[<p>Publicação reúne resoluções e orientações sobre sigilo profissional, documentos técnicos, condições de trabalho, autonomia, registro no CRESS e combate à discriminação.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p> Conselho Federal de Serviço Social lançou uma nova publicação para apoiar o cotidiano profissional da categoria.</p>



<p>O <strong><a href="https://www.cfess.org.br/uploads/noticia/5999/Cfess2026-GuiaCofi-NormativasOrientacoes.pdf">Guia de Normativas e Orientações CFESS-CRESS para o Trabalho de Assistentes Sociais</a></strong> reúne resoluções, notas técnicas e outros documentos fundamentais.</p>



<p>O material foi divulgado em 4 de setembro de 2026 e está disponível gratuitamente em formato digital.</p>



<p>A publicação aborda temas como sigilo profissional, autonomia, documentos técnicos, condições de trabalho, inscrição no CRESS e enfrentamento à discriminação.</p>



<p>Segundo o CFESS, o guia foi organizado a partir das principais dúvidas recebidas diariamente pelos Conselhos Regionais e pelo Conselho Federal.</p>



<p>Dessa forma, a publicação funciona como uma fonte de consulta para situações concretas do exercício profissional.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que consta no novo guia do CFESS?</h2>



<p>O documento começa com dois marcos centrais do Serviço Social brasileiro: o Código de Ética e a Lei nº 8.662/1993.</p>



<p>Em seguida, apresenta normas que regulamentam diferentes dimensões do trabalho profissional.</p>



<p>Entre os principais conteúdos estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>inscrição, transferência, cancelamento e reinscrição no CRESS;</li>



<li>condições éticas, técnicas, físicas e digitais de trabalho;</li>



<li>autonomia profissional;</li>



<li>atendimento presencial e remoto;</li>



<li>proteção do sigilo profissional;</li>



<li>guarda de documentos técnicos;</li>



<li>laicidade no exercício profissional;</li>



<li>combate ao capacitismo;</li>



<li>enfrentamento ao racismo e à discriminação étnico-racial;</li>



<li>supervisão direta de estágio;</li>



<li>responsabilidade técnica no Serviço Social;</li>



<li>atuação profissional como testemunha ou perita.</li>
</ul>



<p>O guia também disponibiliza links e códigos QR. Esses recursos direcionam o leitor às resoluções, notas técnicas e demais publicações do CFESS.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Condições de trabalho ganham destaque</h2>



<p>Um dos principais documentos reproduzidos no guia é a Resolução CFESS nº 1.114/2025.</p>



<p>A norma trata das condições éticas e técnicas necessárias ao trabalho de assistentes sociais. Ela também considera as atividades realizadas em ambientes digitais.</p>



<p>Entre os requisitos estão privacidade, ventilação, iluminação, acessibilidade, isolamento acústico e espaço adequado para guardar documentos.</p>



<p>Além disso, a instituição empregadora deve fornecer equipamentos e recursos tecnológicos indispensáveis ao trabalho, sem custos para o profissional.</p>



<p>A resolução também reafirma que a autonomia profissional não é uma concessão da instituição.</p>



<p>Cabe à assistente social escolher os instrumentos e procedimentos adequados, respeitando o Código de Ética e a Lei de Regulamentação da Profissão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Atendimento remoto também exige sigilo</h2>



<p>O documento chama atenção para os cuidados necessários nos atendimentos realizados por meios digitais.</p>



<p>A profissional deve utilizar um ambiente que preserve a privacidade das informações. A pessoa atendida também deve ser orientada a permanecer em local reservado.</p>



<p>Além disso, a norma determina que gravações sejam evitadas. Exceções dependem de autorização legal e do conhecimento da pessoa atendida.</p>



<p>A presença de câmeras nos espaços de atendimento também pode violar o sigilo profissional.</p>



<p>Essas orientações dialogam com as novas formas de trabalho e com a crescente digitalização das políticas sociais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como agir diante de condições inadequadas?</h2>



<p>O guia também ajuda a responder uma dúvida frequente: o que fazer quando a instituição não oferece condições adequadas de trabalho?</p>



<p>Conforme a Resolução CFESS nº 1.114/2025, a profissional deve comunicar formalmente as irregularidades à instituição.</p>



<p>Nesse documento, pode descrever os problemas encontrados e sugerir medidas para melhorar o atendimento.</p>



<p>Caso nenhuma providência seja adotada, a situação deve ser comunicada formalmente ao CRESS da respectiva jurisdição.</p>



<p>Os Conselhos Regionais têm a atribuição de orientar, fiscalizar e adotar medidas diante de irregularidades.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Proteção dos documentos profissionais</h2>



<p>Outro destaque é a Resolução CFESS nº 1.098/2025, sobre a salvaguarda de documentos técnicos e documentos técnicos sigilosos.</p>



<p>A norma alcança tanto os arquivos físicos quanto os digitais.</p>



<p>Seu objetivo é proteger as informações produzidas ou acessadas durante o trabalho e preservar os direitos das pessoas atendidas.</p>



<p>O guia também apresenta orientações para afastamento profissional, substituição da assistente social e encerramento do Serviço Social na instituição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Outros temas reunidos pela publicação</h2>



<p>A coletânea inclui normas sobre laicidade e liberdade de crença, sem imposição de valores religiosos durante o atendimento.</p>



<p>Também reúne resoluções contra o capacitismo, o racismo e a discriminação étnico-racial.</p>



<p>Além disso, apresenta orientações sobre estágio supervisionado, desagravo público, responsabilidade técnica e uso do nome social.</p>



<p>Entre as notas técnicas relacionadas estão conteúdos sobre etarismo e plataformização das políticas sociais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como acessar o guia?</h2>



<p>O <strong>Guia de Normativas e Orientações CFESS-CRESS</strong> pode ser baixado gratuitamente no site do CFESS.</p>



<p>O material tem 100 páginas e foi pensado para permanecer disponível durante o cotidiano profissional.</p>



<p>Apesar de facilitar a localização das normas, o guia não elimina a necessidade de consultar integralmente cada resolução.</p>



<p>Para decisões profissionais, também é importante considerar as particularidades da situação e buscar orientação no CRESS quando necessário.</p>



<p>Acesse a <a href="https://www.cfess.org.br/noticia/view/2385/novo-guia-do-cfess-reune-normativas-e-orientacoes-para-o-trabalho-de-assistentes-sociais?utm_source=chatgpt.com">notícia oficial do CFESS</a> ou <a href="https://www.cfess.org.br/uploads/noticia/5999/Cfess2026-GuiaCofi-NormativasOrientacoes.pdf?utm_source=chatgpt.com">baixe gratuitamente o guia completo</a>.</p>
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		<item>
		<title>Atendimento à mulher em situação de violência: qual o papel do assistente social?</title>
		<link>https://sesonoticias.com.br/atendimento-a-mulher-em-situacao-de-violencia-qual-o-papel-do-assistente-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Janaina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[assistente social violência doméstica;]]></category>
		<category><![CDATA[ATENDIMENTO SOCIAL]]></category>
		<category><![CDATA[lei maria da penha]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Social]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Social e Violência Doméstica]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra mulher]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sesonoticias.com.br/?p=6067</guid>

					<description><![CDATA[<p>Saiba como acolher o relato, identificar riscos, orientar sobre direitos, articular a rede e acompanhar a mulher sem julgamentos ou imposições.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Uma mulher relata violência durante o atendimento. E agora?</h2>



<p>Nem sempre a mulher chegará ao serviço dizendo que sofre violência doméstica.</p>



<p>Ela pode procurar atendimento por falta de renda, ansiedade, insônia, conflitos familiares, desemprego ou dificuldades envolvendo os filhos.</p>



<p>Durante a conversa, entretanto, outros sinais podem aparecer.</p>



<p>Ela relata que o companheiro controla seu dinheiro. Diz que não pode trabalhar ou visitar familiares.</p>



<p>Além disso, demonstra medo de voltar para casa.</p>



<p>Também pode contar que o agressor ameaça retirar os filhos, prejudicar parentes ou atacar pessoas que oferecem apoio.</p>



<p>Diante dessa situação, o que o assistente social deve fazer?</p>



<p>A resposta não cabe em um encaminhamento automático.</p>



<p>O atendimento exige acolhimento, escuta qualificada, análise profissional, identificação de riscos, orientação sobre direitos e articulação da rede.</p>



<p>Acima de tudo, exige respeito à mulher e à sua capacidade de decisão.</p>



<p>O <a href="https://www.cfess.org.br/noticia/view/1831?utm_source=chatgpt.com">CFESS</a> destaca que assistentes sociais atuam no acolhimento, na orientação e na articulação com os serviços da rede. Portanto, a intervenção não termina no encaminhamento. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual é o papel do assistente social na violência contra a mulher?</h2>



<p>O assistente social não deve investigar o caso como autoridade policial.</p>



<p>Também não lhe cabe decidir se a mulher deve permanecer na relação, separar-se ou registrar uma ocorrência.</p>



<p>Sua atuação está relacionada à proteção de direitos e à compreensão das condições concretas que interferem nas escolhas daquela mulher.</p>



<p>Isso inclui renda, moradia, trabalho, saúde, vínculos familiares, dependência econômica, filhos, acesso aos serviços e existência de uma rede de apoio.</p>



<p>Nesse sentido, a atuação do assistente social envolve:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>acolher a mulher em ambiente reservado;</li>



<li>realizar escuta qualificada;</li>



<li>reconhecer sinais de diferentes violências;</li>



<li>identificar demandas imediatas e sociais;</li>



<li>analisar a situação dentro das competências profissionais;</li>



<li>observar fatores de risco;</li>



<li>informar direitos e possibilidades;</li>



<li>construir alternativas com a mulher;</li>



<li>articular os serviços necessários;</li>



<li>registrar o atendimento com responsabilidade;</li>



<li>acompanhar os encaminhamentos realizados.</li>
</ul>



<p>A Lei Maria da Penha determina a integração entre Justiça, segurança, assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação. (<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm?utm_source=chatgpt.com">Lei nº 11.340/2006</a>)</p>



<p>Portanto, o trabalho em rede não representa um complemento. Ele integra a própria resposta pública à violência.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Primeiro passo: acolher sem julgar</h2>



<p>O acolhimento começa antes das perguntas.</p>



<p>Sempre que possível, a mulher deve ser atendida sozinha, em espaço reservado e sem a presença do possível agressor.</p>



<p>O profissional precisa demonstrar disponibilidade, respeito e atenção.</p>



<p>Frases simples podem favorecer o relato:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Você pode falar no seu tempo.”</p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“O que aconteceu não é culpa sua.”</p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Vamos conversar sobre as possibilidades disponíveis.”</p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Existe algum risco para você voltar para casa hoje?”</p>
</blockquote>



<p>Por outro lado, algumas perguntas podem produzir culpa e silenciamento.</p>



<p>Evite frases como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>“Por que você ainda não se separou?”</li>



<li>“Por que não denunciou antes?”</li>



<li>“Você voltou porque quis?”</li>



<li>“O que fez para ele reagir assim?”</li>



<li>“Se fosse tão grave, você já teria ido embora.”</li>
</ul>



<p>A permanência na relação não significa concordância com a violência.</p>



<p>Muitas mulheres enfrentam dependência financeira, medo, isolamento, ameaças, ausência de moradia e preocupação com os filhos.</p>



<p>Por isso, culpabilizar a mulher impede que essas condições sejam compreendidas.</p>



<p>Em publicação recente, o CFESS reforçou que o atendimento deve evitar julgamentos sobre quem permanece ou retorna ao relacionamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Escuta qualificada não é interrogatório</h2>



<p>A escuta qualificada permite conhecer a situação sem obrigar a mulher a repetir detalhes desnecessários.</p>



<p>O objetivo não é comprovar o relato. </p>



<p>Também não é obter uma confissão ou organizar uma investigação criminal.</p>



<p>O profissional precisa compreender:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>qual demanda levou a mulher ao serviço;</li>



<li>quais violências foram relatadas;</li>



<li>se existem ameaças atuais;</li>



<li>se há crianças, adolescentes ou outras pessoas expostas;</li>



<li>quais recursos materiais estão disponíveis;</li>



<li>se a mulher possui renda e moradia;</li>



<li>quais pessoas podem oferecer apoio;</li>



<li>quais serviços já foram procurados;</li>



<li>o que ela considera possível naquele momento.</li>
</ul>



<p>Sempre que possível, deve-se evitar a repetição do relato para diferentes profissionais.</p>



<p>A própria Lei Maria da Penha estabelece a prevenção da revitimização e das sucessivas inquirições sobre o mesmo fato.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Nem toda violência deixa marcas no corpo</h2>



<p>A ausência de lesões não significa ausência de violência.</p>



<p>A Lei Maria da Penha reconhece seis formas de violência doméstica e familiar contra a mulher:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>física;</li>



<li>psicológica;</li>



<li>sexual;</li>



<li>patrimonial;</li>



<li>moral;</li>



<li>vicária.</li>
</ul>



<p>A violência psicológica pode envolver humilhações, ameaças, vigilância, isolamento e controle sobre roupas, amizades ou redes sociais.</p>



<p>Já a violência patrimonial pode aparecer no controle do salário, na retenção de documentos ou na destruição de instrumentos de trabalho.</p>



<p>Por sua vez, a violência sexual inclui relações forçadas e impedimento do uso de métodos contraceptivos.</p>



<p>Desde abril de 2026, a Lei Maria da Penha também reconhece expressamente a violência vicária.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>Leia também: </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">O que observar quando pode existir violência vicária?</h2>



<p>Na violência vicária, outra pessoa é atingida para provocar sofrimento, punição ou controle sobre a mulher.</p>



<p>Essa violência pode alcançar filhos, pais, dependentes, enteados, parentes, pessoas sob sua responsabilidade ou integrantes da rede de apoio.</p>



<p>Durante o atendimento, alguns relatos merecem atenção:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ameaças de retirar ou ferir os filhos;</li>



<li>uso das visitas para intimidar a mulher;</li>



<li>agressões dirigidas às crianças para puni-la;</li>



<li>ameaças contra familiares que oferecem abrigo;</li>



<li>destruição de objetos afetivos dos filhos;</li>



<li>manipulação das crianças contra a mãe;</li>



<li>retenção de documentos ou medicamentos dos dependentes;</li>



<li>perseguição de amigos e profissionais que prestam apoio.</li>
</ul>



<p>Esses sinais não devem ser tratados apenas como “conflito familiar”.</p>



<p>Também não devem ser ignorados porque a agressão não atingiu diretamente o corpo da mulher.</p>



<p>A violência vicária foi incluída no artigo 7º da Lei Maria da Penha pela Lei nº 15.384/2026.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Miniestudo de caso: quando a violência aparece sem ser nomeada</h2>



<p>Carla, nome fictício, procura um serviço público para solicitar informações sobre benefício social.</p>



<p>Durante o atendimento, ela demonstra ansiedade e consulta repetidamente o celular.</p>



<p>Carla conta que deixou o emprego porque o companheiro não permitia que trabalhasse.</p>



<p>O dinheiro da família é controlado por ele. Por isso, ela precisa justificar cada compra.</p>



<p>Além disso, Carla não visita a mãe há vários meses.</p>



<p>O companheiro afirma que, se ela sair de casa, nunca mais verá o filho.</p>



<p>Recentemente, ele começou a ameaçar a irmã de Carla, que ofereceu ajuda.</p>



<p>Carla não utiliza a expressão “violência doméstica”. Entretanto, seu relato apresenta controle financeiro, isolamento, intimidação e ameaças envolvendo familiares.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que o assistente social deve observar?</h3>



<p>Primeiramente, o profissional deve observar o medo e o grau de controle exercido pelo companheiro.</p>



<p>Depois, precisa identificar se existem ameaças atuais, acesso a armas, escalada das agressões ou risco no retorno ao domicílio.</p>



<p>Também é necessário conhecer a situação da criança e verificar se ela está sendo ameaçada ou diretamente atingida.</p>



<p>Outras questões precisam ser analisadas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Carla possui renda própria?</li>



<li>Ela tem documentos e acesso ao dinheiro?</li>



<li>Existe um local seguro para onde possa ir?</li>



<li>O agressor acompanha seus deslocamentos?</li>



<li>Ela possui telefone seguro?</li>



<li>Alguma pessoa conhece a situação?</li>



<li>Houve tentativa anterior de separação?</li>



<li>As ameaças tornaram-se mais frequentes?</li>



<li>O agressor descumpriu alguma medida protetiva?</li>



<li>Carla consegue acessar a rede sem ser vigiada?</li>
</ul>



<p>Essas perguntas não devem ser aplicadas como uma lista rígida.</p>



<p>Elas precisam surgir de forma cuidadosa, respeitando o ritmo da mulher e o protocolo institucional.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que não deve ser feito nesse caso?</h3>



<p>O profissional não deve telefonar para o companheiro ou propor uma conversa conjunta.</p>



<p>Também não deve confirmar informações com o possível agressor.</p>



<p>Essa iniciativa pode expor Carla, aumentar o controle e elevar o risco após o atendimento.</p>



<p>Da mesma forma, não se deve exigir que ela registre imediatamente uma ocorrência como condição para receber orientação.</p>



<p>O atendimento social não pode ser transformado em prêmio pela denúncia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como avaliar riscos sem ultrapassar as competências profissionais?</h2>



<p>Avaliar riscos não significa fazer previsão absoluta sobre o comportamento do agressor.</p>



<p>Significa identificar elementos que podem indicar necessidade de proteção imediata ou atendimento prioritário.</p>



<p>Entre os sinais de maior preocupação estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ameaça de morte;</li>



<li>tentativa de estrangulamento;</li>



<li>acesso do agressor a armas;</li>



<li>perseguição constante;</li>



<li>aumento da frequência ou gravidade das agressões;</li>



<li>violência durante a gestação;</li>



<li>tentativa recente de separação;</li>



<li>descumprimento de medida protetiva;</li>



<li>ameaça ou violência contra filhos;</li>



<li>isolamento intenso;</li>



<li>retenção de documentos;</li>



<li>medo declarado de morrer.</li>
</ul>



<p></p>



<p>Se houver perigo imediato, a segurança precisa ser priorizada.</p>



<p>Nessas situações, deve-se acionar o fluxo de emergência do serviço e discutir alternativas seguras com a mulher.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O assistente social deve obrigar a mulher a denunciar?</h2>



<p>Em regra, o profissional deve respeitar as escolhas da mulher e apresentar informações claras sobre direitos, serviços e consequências possíveis.</p>



<p>O Código de Ética do Serviço Social orienta o respeito às decisões das pessoas atendidas, ainda que o profissional discorde delas. </p>



<p>Entretanto, autonomia não significa abandono.</p>



<p>Se a mulher não deseja registrar ocorrência, o atendimento deve continuar.</p>



<p>Podem ser construídas outras estratégias, como fortalecimento da rede de apoio, acesso à renda e planejamento de segurança.</p>



<p>Também podem ser oferecidas informações sobre Defensoria Pública, serviços de saúde, assistência social, centros especializados e medidas protetivas.</p>



<p>Existem, contudo, situações com deveres legais específicos de notificação ou comunicação.</p>



<p>Essas situações variam conforme o serviço, a política pública, a idade das pessoas envolvidas e o risco identificado.</p>



<p>Por isso, o profissional deve conhecer a legislação, os protocolos institucionais e o fluxo municipal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Notificação compulsória não é a mesma coisa que denúncia</h2>



<p>Essa é uma das dúvidas mais importantes do atendimento.</p>



<p>Nos serviços de saúde públicos e privados, casos suspeitos ou confirmados de violência contra a mulher são objeto de notificação compulsória.</p>



<p>A finalidade principal é epidemiológica e assistencial. A notificação produz informações para vigilância e organização das políticas públicas. (<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.778.htm?utm_source=chatgpt.com">Lei nº 10.778/2003</a>)</p>



<p>Já a comunicação externa é direcionada aos órgãos responsáveis pela proteção ou investigação.</p>



<p>Portanto, notificação compulsória, comunicação externa e boletim de ocorrência não são sinônimos.</p>



<p>O Ministério da Saúde orienta que a ficha de notificação não seja enviada como comunicação à autoridade policial. (<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-mulher/notas-tecnicas-e-informativas/nota-tecnica-conjunta-no-264-2024-cgesmu-dgci-desco-e-deppros-saps-ms?utm_source=chatgpt.com">Nota Técnica Conjunta nº 264/2024</a>)</p>



<p>Cada providência possui finalidade, fundamento e fluxo próprios.</p>



<p>Por isso, decisões sobre comunicação e eventual quebra de sigilo precisam ser fundamentadas e limitadas ao estritamente necessário.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como orientar sem decidir pela mulher?</h2>



<p>Uma orientação profissional adequada apresenta caminhos concretos.</p>



<p>O assistente social pode explicar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>quais serviços existem no território;</li>



<li>como solicitar medida protetiva;</li>



<li>onde buscar atendimento jurídico;</li>



<li>como acessar benefícios e programas;</li>



<li>quais documentos podem ser necessários;</li>



<li>onde procurar atendimento de saúde;</li>



<li>quais possibilidades existem para acolhimento;</li>



<li>como funciona o Ligue 180;</li>



<li>quando acionar o 190.</li>
</ul>



<p>Entretanto, entregar uma lista de telefones não garante acesso.</p>



<p>A mulher pode não possuir celular, dinheiro para transporte ou privacidade para realizar ligações.</p>



<p>Também pode estar sendo monitorada pelo agressor.</p>



<p>Portanto, o encaminhamento precisa considerar as condições reais de acesso.</p>



<p>Quando possível, o profissional deve realizar contato institucional, pactuar o encaminhamento e registrar o serviço responsável pela continuidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual rede pode ser acionada?</h2>



<p>A composição da rede varia entre municípios. Por isso, cada serviço precisa conhecer os recursos disponíveis no território.</p>



<p>Conforme as demandas, podem ser articulados:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Centro de Referência de Atendimento à Mulher;</li>



<li>CREAS;</li>



<li>CRAS;</li>



<li>Unidades de saúde;</li>



<li>Hospitais;</li>



<li>Serviços de saúde mental;</li>



<li>Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher;</li>



<li>Defensoria Pública;</li>



<li>Ministério Público;</li>



<li>Judiciário;</li>



<li>Conselho Tutelar;</li>



<li>Serviços de acolhimento;</li>



<li>Patrulha Maria da Penha;</li>



<li>Políticas de habitação, trabalho e renda.</li>
</ul>



<p>O Ligue 180 funciona durante 24 horas e fornece informações sobre os serviços disponíveis. Também recebe e encaminha denúncias. (<a href="https://www.gov.br/pt-br/servicos/denunciar-e-buscar-ajuda-a-vitimas-de-violencia-contra-mulheres?utm_source=chatgpt.com">Governo Federal</a>)</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como registrar o atendimento?</h2>



<p>O registro deve ser objetivo, técnico e necessário à continuidade do acompanhamento.</p>



<p>Devem ser diferenciadas as informações relatadas pela mulher, as observações profissionais e as providências adotadas.</p>



<p>Por exemplo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A usuária relata que o companheiro controla seus rendimentos e ameaça retirar o filho caso ela deixe o domicílio.”</p>
</blockquote>



<p>Essa redação é mais adequada do que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Usuária vive relacionamento conturbado e não consegue separar-se.”</p>
</blockquote>



<p>A segunda frase apresenta julgamento e não descreve os elementos do atendimento.</p>



<p>O registro pode conter:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>demanda apresentada;</li>



<li>violências relatadas;</li>



<li>fatores de risco identificados;</li>



<li>condições sociais relevantes;</li>



<li>direitos informados;</li>



<li>decisões manifestadas pela mulher;</li>



<li>encaminhamentos pactuados;</li>



<li>contatos realizados;</li>



<li>orientações oferecidas;</li>



<li>previsão de acompanhamento.</li>
</ul>



<p>Termos ofensivos, moralizantes ou culpabilizadores devem ser evitados.</p>



<p>Além disso, a mulher precisa ser informada sobre o registro e sua finalidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O encaminhamento encerra o trabalho do assistente social?</h2>



<p>Não necessariamente.</p>



<p>Encaminhar significa construir uma ponte entre a mulher e outro serviço.</p>



<p>Por isso, sempre que as condições institucionais permitirem, é importante acompanhar o acesso e verificar se a demanda foi atendida.</p>



<p>Algumas perguntas ajudam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A mulher conseguiu chegar ao serviço?</li>



<li>O atendimento foi realizado?</li>



<li>Surgiram novos riscos?</li>



<li>O encaminhamento exigiu documentos inacessíveis?</li>



<li>A mulher compreendeu as orientações?</li>



<li>A rede respondeu à demanda?</li>



<li>Há necessidade de nova articulação?</li>
</ul>



<p>Sem acompanhamento, a mulher pode circular por diferentes instituições, repetir sua história e não encontrar uma resposta efetiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um roteiro prático para o primeiro atendimento</h2>



<p>Diante de uma mulher relatando violência, o assistente social pode organizar sua intervenção em dez movimentos:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Garanta privacidade e condições seguras para a conversa.</li>



<li>Acolha o relato sem julgamento ou culpabilização.</li>



<li>Escute sem transformar o atendimento em interrogatório.</li>



<li>Identifique as violências, inclusive ameaças contra filhos e apoiadores.</li>



<li>Verifique riscos atuais e necessidades urgentes.</li>



<li>Conheça as condições de renda, moradia e rede de apoio.</li>



<li>Informe direitos e alternativas em linguagem acessível.</li>



<li>Construa os encaminhamentos com a mulher.</li>



<li>Registre o atendimento de forma técnica e responsável.</li>



<li>Planeje o acompanhamento e monitore a resposta da rede.</li>
</ol>



<p>Esse roteiro não substitui protocolos locais nem formação profissional específica.</p>



<p>Contudo, ele ajuda a impedir que o atendimento seja reduzido a uma orientação genérica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que a mulher precisa encontrar no Serviço Social?</h2>



<p>A mulher não precisa encontrar alguém que decida por ela.</p>



<p>Também não precisa provar imediatamente que merece ajuda.</p>



<p>Ela precisa encontrar escuta, informação, proteção, acesso a direitos e possibilidades concretas.</p>



<p>O trabalho do assistente social não elimina sozinho a violência.</p>



<p>Entretanto, pode impedir a revitimização institucional e fortalecer caminhos possíveis de proteção e autonomia.</p>



<p>Quando a violência também alcança filhos, familiares ou pessoas da rede de apoio, essa análise precisa ser ampliada.</p>



<p>A violência vicária mostra que o agressor pode utilizar diferentes vínculos para atingir a mulher.</p>



<p>Por isso, o atendimento precisa enxergar além da agressão física.</p>



<p>Precisa compreender riscos, relações de poder, dependência econômica, vínculos familiares e barreiras de acesso às políticas públicas.</p>



<p>Esse é o papel estratégico do Serviço Social no enfrentamento à violência contra a mulher.</p>
<p>O post <a href="https://sesonoticias.com.br/atendimento-a-mulher-em-situacao-de-violencia-qual-o-papel-do-assistente-social/">Atendimento à mulher em situação de violência: qual o papel do assistente social?</a> apareceu primeiro em <a href="https://sesonoticias.com.br">SESO Notícias</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vicaricídio: o que é e o que assistentes sociais precisam saber</title>
		<link>https://sesonoticias.com.br/vicaricidio-o-que-e-lei-maria-da-penha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Janaina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agosto Lilás]]></category>
		<category><![CDATA[assistente social]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Social]]></category>
		<category><![CDATA[vicaricídio]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra mulher]]></category>
		<category><![CDATA[violência vicária contra a mulher]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sesonoticias.com.br/?p=6061</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nova lei cria um crime específico, amplia a proteção na Lei Maria da Penha e exige atenção redobrada da rede de atendimento.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A violência pode atingir uma mulher sem que o agressor encoste diretamente nela.</p>



<p>Em algumas situações, filhos, familiares e pessoas próximas são usados como instrumentos de sofrimento, punição ou controle.</p>



<p>Entretanto, quando essa violência provoca a morte de uma dessas pessoas, existe agora um crime específico: o vicaricídio.</p>



<p>A<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/l15384.htm"> Lei 15.384/2026</a> criou esse tipo penal e incluiu a violência vicária na Lei Maria da Penha.</p>



<p>Além disso, a norma classificou o vicaricídio como crime hediondo.</p>



<p>A mudança exige atenção dos profissionais que atuam na saúde, assistência social, educação, Justiça e proteção de crianças e adolescentes.</p>



<p>Para o Serviço Social, compreender essa diferença ajuda a identificar riscos que podem permanecer escondidos durante o atendimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é vicaricídio?</h2>



<p>Vicaricídio é o ato de matar uma pessoa ligada à mulher para causar sofrimento, puni-la ou controlá-la.</p>



<p>Para caracterizar o crime, a morte precisa ocorrer no contexto de violência doméstica e familiar.</p>



<p>Além disso, deve existir a finalidade específica de atingir emocionalmente a mulher.</p>



<p>Portanto, não basta existir parentesco entre a vítima do homicídio e uma mulher em situação de violência.</p>



<p>É necessário demonstrar que aquela morte foi utilizada como instrumento de agressão contra ela.</p>



<p>A definição está no artigo 121-B do Código Penal, incluído pela Lei 15.384, de 9 de abril de 2026.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>Leia também: </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Violência vicária e vicaricídio são a mesma coisa?</h2>



<p>Não. Essa é a principal diferença que profissionais e leitores precisam compreender.</p>



<p>A violência vicária é uma forma de violência doméstica e familiar reconhecida pela Lei Maria da Penha.</p>



<p>Ela ocorre quando o agressor atinge outra pessoa com a intenção de ferir emocionalmente, punir ou controlar a mulher.</p>



<p>Essa violência pode envolver ameaças, agressões, manipulações, abandono, intimidação ou outras condutas.</p>



<p>O vicaricídio, por sua vez, ocorre quando essa estratégia resulta na morte da pessoa utilizada para atingir a mulher.</p>



<p>Assim, todo vicaricídio está relacionado à lógica da violência vicária.</p>



<p>Porém, nem toda violência vicária constitui vicaricídio.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Violência vicária X Vicaricídio</h2>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th><strong>Violência vicária</strong></th><th><strong>Vicaricídio</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td>Pode envolver ameaças, agressões, manipulações e outras violências</td><td>Exige a morte da vítima direta</td></tr><tr><td>Está prevista na Lei Maria da Penha</td><td>Está tipificado no artigo 121-B do Código Penal</td></tr><tr><td>Utiliza outra pessoa para atingir emocionalmente a mulher</td><td>Consiste em matar outra pessoa para causar sofrimento, punição ou controle à mulher</td></tr><tr><td>Pode atingir parentes, dependentes e pessoas da rede de apoio</td><td>Possui vítimas diretas especificamente definidas pela lei</td></tr><tr><td>Não exige resultado morte</td><td>Tem pena de 20 a 40 anos de reclusão</td></tr><tr><td>É uma forma de violência doméstica e familiar</td><td>É classificado como crime hediondo</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Conforme o artigo 121-B do Código Penal, podem ser vítimas diretas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>descendente;</li>



<li>ascendente;</li>



<li>dependente;</li>



<li>enteado;</li>



<li>pessoa sob guarda da mulher;</li>



<li>pessoa sob responsabilidade direta da mulher.</li>
</ul>



<p>Os descendentes incluem, por exemplo, filhos, filhas, netos e netas.</p>



<p>Já os ascendentes podem incluir mãe, pai, avó ou avô.</p>



<p>Também podem ser vítimas pessoas dependentes ou diretamente cuidadas pela mulher.</p>



<p>Entretanto, existe uma diferença importante entre os dois conceitos legais.</p>



<p>A definição de violência vicária possui alcance mais amplo. Ela também menciona parentes e pessoas da rede de apoio da mulher.</p>



<p>Já o tipo penal do vicaricídio apresenta uma relação mais restrita de vítimas diretas.</p>



<p>Essa distinção pode ter efeitos jurídicos importantes. Por isso, cada situação deve ser analisada pelas autoridades competentes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual é a pena para o vicaricídio?</h2>



<p>A pena prevista para o vicaricídio é de 20 a 40 anos de reclusão.</p>



<p>A punição pode aumentar de um terço até a metade em três situações.</p>



<p>A primeira ocorre quando o crime é praticado na presença da mulher que o agressor pretendia atingir.</p>



<p>A segunda acontece quando a vítima direta é criança, adolescente, pessoa idosa ou pessoa com deficiência.</p>



<p>Por fim, o aumento também se aplica quando o crime ocorre durante o descumprimento de medida protetiva de urgência.</p>



<p>Essas circunstâncias revelam riscos que a rede de proteção precisa observar antes de uma situação extrema.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que o vicaricídio é crime hediondo?</h2>



<p>A Lei 15.384/2026 incluiu expressamente o vicaricídio no rol da Lei dos Crimes Hediondos.</p>



<p>Essa classificação reconhece a elevada gravidade da conduta.</p>



<p>O crime atinge, simultaneamente, a vida da vítima direta e a integridade emocional da mulher que o agressor deseja punir.</p>



<p>Além disso, a classificação como hediondo produz tratamento penal mais rigoroso.</p>



<p>As regras sobre cumprimento da pena, benefícios e progressão de regime seguem a legislação penal e a situação concreta do condenado.</p>



<p>Portanto, afirmar que todo condenado permanecerá integralmente em regime fechado seria incorreto.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O vicaricídio pode ser praticado apenas por homens?</h2>



<p>A redação legal não determina que o autor do crime seja necessariamente homem.</p>



<p>O elemento central é a finalidade de atingir uma mulher no contexto de violência doméstica e familiar.</p>



<p>Na prática, porém, a norma responde a uma dinâmica de violência de gênero frequentemente praticada por homens contra mulheres.</p>



<p>A análise deve considerar a relação entre autor, vítima direta, mulher atingida e contexto familiar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que essa lei interessa ao Serviço Social?</h2>



<p>Assistentes sociais podem identificar sinais de violência vicária antes que a situação alcance maior gravidade.</p>



<p>Esses sinais podem surgir em atendimentos individuais, visitas domiciliares, entrevistas, estudos sociais ou reuniões interdisciplinares.</p>



<p>Também podem aparecer em relatos aparentemente isolados sobre guarda, convivência familiar, ameaças ou interrupção de tratamentos.</p>



<p>Por isso, o tema não pertence apenas ao campo criminal.</p>



<p>Ele atravessa políticas de assistência social, saúde, educação, habitação, segurança pública e proteção da infância.</p>



<p>O Serviço Social pode contribuir para:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>identificar situações de risco;</li>



<li>realizar escuta qualificada;</li>



<li>registrar informações relevantes;</li>



<li>acionar a rede de proteção;</li>



<li>orientar sobre direitos e serviços;</li>



<li>construir encaminhamentos responsáveis;</li>



<li>participar de planos de acompanhamento;</li>



<li>evitar a fragmentação do atendimento.</li>
</ul>



<p>Entretanto, o profissional não deve assumir funções de investigação policial.</p>



<p>Também não cabe ao assistente social definir sozinho se determinado fato configura um crime.</p>



<p>Sua atuação deve respeitar competências profissionais, sigilo, autonomia e protocolos institucionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais sinais merecem atenção durante o atendimento?</h2>



<p>Nem toda ameaça resultará em vicaricídio. Contudo, alguns elementos podem indicar agravamento do risco.</p>



<p>Entre eles, estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ameaças contra filhos ou familiares;</li>



<li>uso das crianças para vigiar a mulher;</li>



<li>retenção de documentos ou medicamentos;</li>



<li>descumprimento de medida protetiva;</li>



<li>perseguição após a separação;</li>



<li>ameaças de morte ou desaparecimento;</li>



<li>histórico de agressões graves;</li>



<li>acesso do agressor a armas;</li>



<li>tentativas de isolamento da mulher;</li>



<li>violência contra animais de estimação;</li>



<li>recusa em devolver filhos após visitas;</li>



<li>ameaças de retirada da guarda.</li>
</ul>



<p>Esses sinais não devem ser avaliados separadamente.</p>



<p>Ao contrário, precisam ser analisados dentro da trajetória da violência e das condições atuais de proteção.</p>



<p>O registro profissional pode fazer diferença</p>



<p>Um registro técnico claro pode ajudar a rede a compreender a evolução do risco.</p>



<p>Por isso, o documento deve separar fatos observados, falas relatadas e análise profissional.</p>



<p>Expressões genéricas podem esconder a gravidade da situação.</p>



<p>Em vez de escrever apenas “conflito familiar”, é necessário registrar os elementos concretos apresentados no atendimento.</p>



<p>Por exemplo: ameaça dirigida ao filho, descumprimento de medida protetiva ou tentativa de utilizar a guarda como controle.</p>



<p>Além disso, o registro deve evitar julgamentos morais e conclusões sem fundamento.</p>



<p>A linguagem precisa ser objetiva, técnica e compatível com a finalidade do documento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a rede de proteção deve agir?</h2>



<p>A atuação isolada reduz a capacidade de compreender riscos complexos.</p>



<p>Portanto, a articulação entre serviços é fundamental.</p>



<p>Conforme o caso, podem participar dessa rede:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Unidades de saúde;</li>



<li>Serviços socioassistenciais;</li>



<li>Escolas;</li>



<li>Conselhos tutelares;</li>



<li>Delegacias especializadas;</li>



<li>Defensoria Pública;</li>



<li>Ministério Público;</li>



<li>Poder Judiciário;</li>



<li>Serviços de atendimento às mulheres;</li>



<li>Programas de proteção.</li>
</ul>



<p>Entretanto, o encaminhamento não pode ser apenas burocrático.</p>



<p>É necessário informar a mulher, avaliar riscos e acompanhar a efetividade do acesso ao serviço indicado.</p>



<p>Além disso, crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência podem exigir medidas específicas de proteção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que mudou com a Lei 15.384/2026?</h2>



<p>A nova legislação realizou três mudanças centrais.</p>



<p>Primeiramente, reconheceu a violência vicária como uma forma de violência doméstica e familiar contra a mulher.</p>



<p>Em seguida, criou o crime autônomo de vicaricídio no Código Penal.</p>



<p>Por fim, incluiu esse crime no rol dos crimes hediondos.</p>



<p>A lei entrou em vigor em abril de 2026, após sua publicação oficial.</p>



<p>Com isso, a expressão “Lei do Vicaricídio” começou a ser usada para facilitar a identificação pública da nova norma.</p>



<p>Contudo, o nome oficial é Lei 15.384/2026.</p>



<p>O desafio vai além da nova tipificação penal</p>



<p>A criação do crime é importante, mas a proteção não começa depois da morte.</p>



<p>Ela deve começar quando surgem ameaças, tentativas de controle e agressões contra pessoas próximas da mulher.</p>



<p>Nesse ponto, o Serviço Social ocupa uma posição estratégica.</p>



<p>Muitas vezes, o atendimento profissional revela informações que ainda não chegaram aos órgãos de segurança ou Justiça.</p>



<p>Por isso, reconhecer a violência vicária pode favorecer intervenções mais rápidas e articuladas.</p>



<p>O desafio é transformar sinais dispersos em uma avaliação responsável do contexto.</p>



<p>Assim, a nova lei também convida a rede a revisar seus formulários, fluxos, registros e protocolos de atendimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre vicaricídio</h2>



<p><strong>Vicaricídio é o mesmo que feminicídio?</strong></p>



<p>Não. No feminicídio, a vítima direta do homicídio é uma mulher, nas condições previstas pelo Código Penal.</p>



<p>No vicaricídio, outra pessoa é morta para causar sofrimento, punição ou controle à mulher.</p>



<p><strong>Somente filhos podem ser vítimas?</strong></p>



<p>Não. A lei também menciona ascendentes, dependentes, enteados e pessoas sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.</p>



<p><strong>Toda morte de um filho durante uma separação é vicaricídio?</strong></p>



<p>Não. É preciso verificar o contexto de violência doméstica e a finalidade específica de atingir a mulher.</p>



<p><strong>A violência vicária sempre envolve morte?</strong></p>



<p>Não. A violência vicária pode ocorrer por ameaças, agressões, manipulações ou outras formas de ataque contra pessoas próximas.</p>



<p><strong>O vicaricídio está na Lei Maria da Penha?</strong></p>



<p>A violência vicária foi incluída na Lei Maria da Penha. Já o vicaricídio foi inserido no artigo 121-B do Código Penal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Informação também é uma forma de proteção</h2>



<p>Conhecer a diferença entre violência vicária e vicaricídio ajuda a nomear situações antes tratadas apenas como conflitos familiares.</p>



<p>Além disso, melhora os registros e a comunicação entre os serviços.</p>



<p>Para assistentes sociais, essa atualização não deve ser vista somente como uma mudança criminal.</p>



<p>Ela também interfere na identificação do risco, na proteção das vítimas e na articulação da rede.</p>



<p>Quanto mais cedo os sinais forem reconhecidos, maiores serão as possibilidades de construir respostas protetivas.</p>
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